Projeto “Café e Convescote literário”: Saiba como trazer a literatura para mais perto dos estudantes

Trazer a literatura para mais perto do dia a dia dos estudantes do Ensino Médio regular e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Esse é o principal objetivo do projeto “Café e Convescote literário”, de autoria de Bruna Gaio Nardi Pinheiro, professora de Língua Portuguesa e Literatura do Colégio Sagrado Coração de Maria – Rio de Janeiro.

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Implantado há dois anos, o belo trabalho da educadora é dividido em duas etapas: a preparação e sua realização efetiva, sendo que as atividades desenvolvidas pelos alunos do EJA são intituladas de “Café literário” e as do Ensino Médio regular de “Convescote literário”.

1A ideia é que, primeiramente, todos os alunos elaborem textos autorais sobre qualquer tema que desejarem. Em seguida, eles mostrem suas produções textuais ao professor responsável, dentro de um prazo determinado. Assim, há uma correção ortográfica e, posteriormente, devolução. Feito isso, cada estudante tem como dever de casa passar seu texto a limpo, além de digitá-lo e não identificá-lo com seu nome. Afinal, a intenção é que todos sejam lidos livremente durante um café, composto por alimentos e bebidas levados pelos próprios alunos. Uma espécie de “piquenique”.

Durante a confraternização, os estudantes fazem as leituras dos textos. No caso do EJA, as carteiras e cadeiras das salas são posicionadas em círculo para que todos possam ver e ouvir melhor. Já para as turmas do Ensino Médio regular esse momento é feito ao ar livre.

img_20150401_204029630_hdr-300x168Aleatoriamente, os textos são distribuídos pelo professor, mas tomando o cuidado para que ninguém fique com sua própria produção. Entre as obras literárias apresentadas também estão presentes textos de autores consagrados, mas sem a identificação. E, depois da leitura, alguns estudantes são convidados a falar sobre os textos apresentados, além de terem que tentar adivinhar de quem é a obra.  “O objetivo da atividade é o de levantar a autoestima daquele que tiver seu texto classificado pelos colegas como de autor famoso, assim como apresentar textos e autores até então desconhecidos para eles. A brincadeira do Café Literário acaba constituindo uma porta mágica de acesso a um mundo tão vasto e rico, como o da Literatura”, explica a professora Bruna, idealizadora do projeto.

A educadora também ressalta que, devido ao projeto, diversos estudantes passam a pesquisar, ler e escrever mais. Mas, para ela, a principal conquista é fazer com que os jovens “não vejam mais a Literatura como um bicho de sete cabeças, não tenham mais restrição ou bloqueios com a disciplina”.

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Projeto “Aprendendo com os animais”: Preservar o meio ambiente é dever de todos!

Preservar o meio ambiente, valorizar e promover ações que concretizem esse grande bem comum. Esse é um dos principais objetivos do projeto “Aprendendo com os animais”, realizado no Colégio Sagrado Coração de Maria – Ubá, com autoria de Maria Tereza Alves de Paula Arias, Professora Regente do Maternal III, e co-autoria de Flaviane de Araújo Ribeiro, Coordenadora Pedagógica de Segmento da Educação Infantil.

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O projeto englobou todas as séries da Educação Infantil. E, de forma bastante positiva, as educadoras conseguiram oferecer aos pequenos a oportunidade de não só estudar os animais de um modo geral, mas de aprender a real importância da preservação de todos os seres vivos, especialmente daqueles que nos cercam. Para isso, foram propostas as seguintes atividades:

  • – Leitura de imagens por meio da interpretação da obra de Tarsila do Amaral “A Cuca”;
  • – Conto e reconto de histórias e diversos tipos de texto, como “A cigarra e a formiga”, “O Ratinho e o Leão”, “Baby Jabuti”, “Bichos da Noite”, “Coelhinho Teobaldo”, “Festa no Céu”, “Animais da Fazenda”, “Animais da Floresta”, “O Toró”, “Bichonário”, entre outros;
  • – Encenação, por parte dos alunos, do clássico conto “O casamento da Dona Baratinha”;
  • – Realização de brincadeiras, canto e dança com músicas do Grupo Palavra Cantada;
  • – Confecção de animais em material reciclável, como rolinhos de papel e garrafas pet;
  • – Pintura e modelagem de bichos de massinha;
  • – Confecção de cartazes para expressar a importância de cada animal;
  • – Produção de omelete e biscoitinhos de nata na Cozinha Experimental, com receitas tiradas do livro “Receitas da Vovó”;
  • – Visita ao Laboratório de Ciências para conhecimento de uma nobre moradora do local: uma aranha;
  • – Contato com imagens de revistas e uso do datashow para conhecimento da diferença entre os animais ferozes e dóceis;
  • – Organização de “Rodinha de conversa” para partilha de como os animais devem ser criados;
  • – Aprendizado das características comuns e diferentes entre os animais por meio da classificação, coleta e organização de dados com gráficos e tabelas;
  • – Estudo e pesquisa dos tipos de revestimento de pele e número de patas dos animais, se são  terrestres ou aquáticos,  ferozes ou domésticos;
  • – Oferta de palestra interativa e ministrada por uma Médica Veterinária e um Zootecnista aos pais.


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Após a realização de todas as atividades acima, ainda foi organizada uma exposição com a intenção de fechar, com chave de ouro, o projeto. Denominado de “Expo Bichos”, o evento ocorreu no espaço da Educação Infantil, onde os alunos e pais tiveram contato direto com diversos animais. A intenção foi que as crianças pudessem vivenciar tudo o que foi estudado.

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Estimular linguagem oral e escrita dos alunos é possível! Conheça o projeto “Estojo de nomes e letras”

Com o objetivo de estimular a linguagem oral e a escrita dos alunos do Maternal III, cinco professoras do Colégio Sagrado Coração de Maria – Vitória – Cíntia Rodrigues Cremasco, Karoline Lopes, Lívia Magna Santana Ribeiro, Ludmila Campi Xavier e Anna Paula Caldeiras – criaram o projeto “Estojo de Nomes e Letras”.

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A proposta principal é fazer com que a criança identifique seu nome e dos colegas ao observá-los escritos em diferentes materiais, todos sempre armazenados em, literalmente, estojos individuais.

Essa brilhante ideia das educadoras ainda possibilita que os pequenos aprendam, facilmente, quais são as letras que compõem seu nome, assim como qual é a quantidade de letras necessárias para escrevê-lo, por exemplo. Afinal, o principal propósito do trabalho com a escrita do nome na Educação Infantil é fazer com que a criança se reconheça como um sujeito importante que possui um nome, além de propiciar a aprendizagem correta da escrita.

Mas, se você pensa que a criatividade dessas professoras parou por aí, está muito enganado (a)! Confira, agora, outros benefícios e o real trabalho de diferentes habilidades dos alunos a partir do projeto “Estojo de Nomes e Letras”:

  • Reconhecer a escrita do próprio nome ao identificar seus pertences e trabalhos;
  • Identificar a letra inicial do próprio nome e a dos colegas;
  • Compreender como escreve as palavras;
  • Utilizar a contagem oral nas brincadeiras e em situações nas quais as crianças reconheçam suas necessidades;
  • Classificar as letras por meio de características semelhanças e/ou diferenças entre objetos e pessoas;
  • Quantificar elementos ao expandir, gradativamente, a recitação;
  • Participar de atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e canções que digam respeito às tradições culturais em geral;
  • Adotar atitudes de cuidado, respeito e cooperação com todos;
  • Cooperar na organização da sala, dos brinquedos e dos seus pertences;
  • Reconhecer o outro nas diferenças e nas similaridades;

 

Como funciona o projeto?

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Antes de iniciar o “Estojo de Nomes e Letras”, as famílias dos alunos são informadas, durante reunião, em relação à importância da didática da proposta como um todo. Nesse mesmo momento, os pais também são orientados sobre como poderão ajudar seus filhos na utilização do estojo em casa. E, já em sala de aula, as crianças recebem o tão desejado estojo personalizado da escola, juntamente com cópias dos nomes da turma, fotos de todos os colegas e um alfabeto móvel. Na sequência, todo esse material é encaminhado às famílias com as devidas orientações relacionadas à finalização da confecção do estojo. Mas, ao implantarem o projeto com os alunos, as professoras preparam um momento lúdico e prazeroso, a fim de provocar encantamento e curiosidade ao novo recurso que será utilizado. Assim, os estudantes têm a grande chance de manusearem as letras, fotos e nomes, além de trocarem ideias e lançarem suas primeiras hipóteses durante dinâmica. Já após esse passo, as educadoras combinam com a própria turma como será feito o bom uso do estojo, como o planejamento das atividades que serão desenvolvidas dentro e fora de sala.

 

Repercussão

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“Tive duas experiências com o estojo de letras e foram muito proveitosas. No Maternal III, meus filhos tinham fácil acesso às letras, o que aumentou o interesse na escrita. Eles sentavam para fazer o dever de casa com o estojo debaixo do braço. E, até hoje, em séries mais avançadas, o estojo de letras os auxiliam nas tarefas”, conta Julia Arantes Andião Tauil.

Fazendo uso do Estojo de Nomes e Letras do Maternal III, que alia fotos e os nomes dos amigos da sala de aula, surgiu na minha filha um interesse enorme pela escrita. E, antes mesmo da metade do ano, ela já escrevia seu nome e o da maioria dos amigos sem auxílio nenhum! É incrível perceber nela a sede de aprender a escrever tudo que fala. Posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que esse ciclo incessante do saber foi iniciado com este estojo”, relata Daniele Thomazelli Rodrigues Martins.

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