9 DICAS PRÁTICAS DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL PARA CRIANÇAS

Por Nutricionista Rayanne Afonso dos Santos (CNR 16365) e edição de Isabella Loureiro, Assessora de Comunicação do CSCM-BH

Você sabia que a alimentação desempenha um papel importante na saúde da criança? Sim! Parece óbvio, mas é na infância que os hábitos saudáveis do ser humano são estabelecidos e, portanto, nessa fase é primordial que os pais adotem entre as crianças uma alimentação saudável e a prática regular de atividade física.

Entretanto, infelizmente, a alteração do estilo de vida das famílias vem refletindo negativamente em seus hábitos alimentares. A mesa rodeada por entes queridos no momento das refeições agora deu lugar à alimentação individual em estabelecimentos de fast-food.

Alimentos orgânicos e in natura, muitas vezes produzidos em suas próprias comunidades, comumente são substituídos pelos industrializados – com alto teor de açúcares, sal, gordura, corantes artificiais e agrotóxicos. Além disso, é raro praticar, na atualidade, o ritual sagrado das principais refeições diárias. Quem nunca abriu mão de um café da manhã caprichado para não se atrasar para um compromisso?

MAS, AFINAL, POR QUE SE ALIMENTAR DE FORMA SAUDÁVEL É AINDA MAIS IMPORTANTE NA INFÂNCIA? 

Uma alimentação saudável durante a infância é duplamente benéfica, pois facilita o desenvolvimento intelectual e o crescimento adequado para a idade, além de prevenir uma série de alterações relacionadas à alimentação incorreta e desequilibrada, como a anemia, obesidade, desnutrição, cáries dentárias, atraso de crescimento, entre outras.

Pensando na qualidade de vida das crianças, apresentamos, abaixo, 9 dicas práticas de alimentação saudável e variada, para que pais, familiares e cuidadores garantam à meninada crescimento e desenvolvimento adequados e saúde para a vida toda.

1. Reserve um ambiente tranquilo, harmonioso e com a família reunida para a criança se alimentar, evitando, sempre, comer em frente à televisão, pois essa prática impede que a criança preste atenção no alimento, em suas cores e quantidade.

2. Evite que seu(sua) filho(a) belisque entre as refeições – que devem ser realizadas de 3 em 3 horas. Principalmente alimentos doces e gordurosos, como biscoitos recheados, balas, sorvete, salgadinhos, entre outras guloseimas.

3. Procure manter uma oferta variada de frutas, legumes e verduras, importantes fontes de vitaminas (A, B, C, ácido fólico, entre outras e minerais como ferro, cálcio, magnésio, zinco, fósforo, entre outros). Evite, também, a adição de açúcar e sal em excesso. O melhor é habituar a criança a gostar dos sabores naturais dos alimentos.

4. Ofereça água à criança antes mesmo que ela manifeste sede e fora dos horários de refeições, pois o consumo de água durante as refeições dificulta a digestão dos alimentos.

5. Nunca ofereça recompensas ou castigos para forçar a criança a se alimentar. Ao invés disso, estimule-a a comer e saborear cada alimento por sua própria vontade, pois a alimentação forçada pode interferir no autocontrole de saciedade da criança.

6. Evite substituir a refeição principal por leite ou outros alimentos práticos. Apesar do leite ser um alimento rico em nutrientes, não substitui a demanda energética e nutritiva de uma refeição. Se a criança recusar o alimento no período do almoço e/ou jantar, procure ofertar em outro momento, de diferentes formas de apresentação e preparo.

7. Amamente a sua criança até os 2 anos de idade. Nos primeiros 6 meses de vida do bebê, o leite materno é um alimento completo, não necessitando complementos como chá, suco, água ou outro tipo de leite. Após essa idade, a amamentação deverá ser complementada com variedades de alimentos, como fruta e papinha para que a criança continue crescendo e se desenvolvendo adequadamente.

8. Prepare pratos divertidos, para que as crianças se alimentem bem se divertindo. Além disso, é uma boa forma de incentivar a ingestão de frutas, verduras e legumes que, em alguns casos, as crianças possuem resistência.

  

  

“Quero mais ideias de pratos divertidos”

9. Monte cardápios balanceados para cada dia da semana, escolhendo alimentos nutritivos para cada uma das refeições: café da manhã, colação, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia. Para isso, busque a orientação de um nutricionista.

Crédito: Rayanne

Quer mais sugestões de cardápios saudáveis para as crianças, ao longo de cada dia da semana, e ideias de mais pratos divertidos?

Baixe a cartilha “Meu cardápio saudável”, disponibilizada pelo Colégio Sagrado Coração de Maria-Belo Horizonte e também encontre mais dicas sobre saúde alimentar, grupos de alimentos e atividades físicas.

CARTILHA MEU CARDÁPIO SAUDÁVEL

Conheça algumas atividades relacionando conteúdo escolar e incentivo à alimentação e hábitos saudáveis, desenvolvidas na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I do Colégio Sagrado Coração de Maria-Belo Horizonte.

                                                Construindo um anfíbio com alimentos
                                               Criando pratos inspirados na obra “Romeu e Julieta”
                Estudo da pirâmide alimentar: identificando amido e proteínas nos alimentos
                                                Partilhando alimentos na Páscoa

 

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DESCUBRA COMO A MÚSICA PODE AUXILIAR NO DESENVOLVIMENTO DAS CRIANÇAS

Por Natasha Franco, Assessora de Comunicação do CSCM-RJ

Ouvir música é mais que um momento de lazer. Quando escutamos melodias que apreciamos, a experiência vai além do sentimento de bem-estar e das lembranças que podem surgir.

Segundo o professor de Música do Colégio Sagrado Coração de Maria do Rio de Janeiro, André Cabral, ouvir música auxilia no desenvolvimento acadêmico e da inteligência emocional das crianças.

Sabemos que, quando tomamos uma decisão, levamos em consideração tanto a emoção como a razão, o que justifica a necessidade de investimento no aprimoramento dessa inteligência. Vale lembrar que a palavra “emoção” tem raiz no latim “movere“, o que indica que, em qualquer emoção, há a propensão de um agir imediato. Nesse sentido, André lembra ainda que a música auxilia na expressão de si mesmo e na compreensão do mundo.

Na entrevista a seguir, o professor explica por que essa disciplina é tão importante e ensina como desenvolver nas crianças o apreço e a vontade de conhecer, cada vez mais, sobre o assunto. Confira!

  Como são realizadas as aulas na escola e como pais e mães podem fazer em casa para incentivar as crianças a desenvolver habilidades por meio da música?

Na escola, além da sala com quadro interativo, onde assistimos aos clipes, aprendemos letras e cantamos juntos, temos um espaço criado especialmente para as aulas de Música. Mas, antes, esse local era uma sala de aula normal. Nós transformamos o ambiente com a aplicação de símbolos de notas musicais, que fazem alusão à música, enfeitam o lugar e reforçam o conteúdo da disciplina. Esses elementos contribuem para que eles se ambientem e lembrem-se de forma mais assertiva do que estão estudando durante nossos encontros. Há também o mural, onde colocamos frases de músicas escritas e escolhidas pelos próprios alunos.

Trata-se de um local bem interessante porque proporciona um envolvimento maior entre as crianças e a aula. Dessa forma, elas se expressam e compartilham com os amigos de classe sua cultura e seu gosto musical.

 

Isso favorece a socialização e torna os alunos mais acessíveis à aula. Penso que, em casa, os responsáveis podem criar um espaço mais aconchegante e convidativo para seus filhos explorarem com ainda mais gosto o universo musical.

Quais diferenças foram percebidas com a criação dessa sala especial?

Uma das mudanças que percebi foi em relação à postura deles. Na sala de aula tradicional, eles se mostravam menos sensíveis à arte.

A sala de Música contribuiu pra que eles se sintam mais motivados. Inclusive, nesse espaço ambientado, eles têm a oportunidade de manisfestar seus dotes musicais de forma mais livre. Se desejarem, podem utilizar o tapete para assistir às aulas. Não são obrigados a ficar sentados somente nas cadeiras. No centro da sala, tem um espaço que chamamos de “nosso palco”. Toda vez que um deles é conclamado a fazer um exercício individual, é convidado a se dirigir a esse lugar. Eles se sentem mais à vontade para se apresentar perante os demais alunos da turma, uma prática que trabalha ainda os sentimentos de autoconfiança e segurança.

Como a música pode influenciar nos resultados acadêmicos das crianças e jovens?

A música contribui para a concentração, memória, criação de vínculos e para o desenvolvimento do raciocínio lógico, tão importante para a Matemática e outras áreas acadêmicas.

Quais dicas de músicas você daria para mães e pais apreciarem com seus filhos?

Depende da cultura e do gosto musical da família e da criança. Trata-se de uma questão de afinidade e descoberta do estilo musical mais adequado a cada situação. A música brasileira é extremamente rica e recebeu, ainda, influências de várias vertentes musicais estrangeiras.

Acredito que o importante é a criança ter contato com os diversos estilos, o que, certamente, somará bastante para a vivência musical dela e a tornará uma pessoa mais sensível e respeitosa às diversidades.

Quais artistas você considera imprescindíveis para a formação musical das crianças?

No CSCM-RJ, desenvolvemos um projeto chamado “Toca Lá Em Casa”, em que o aluno leva para casa um material bibliográfico e fonográfico de algum compositor ou músico específico. Sempre escolhemos um compositor que avaliamos como significativo no contexto musical e instigamos que o aluno e a família o descubram ou aprofundem seus conhecimentos sobre ele. De forma geral, na música de concerto, sugiro compositores como Bach, Beethoven, Brahms e Dvorak; na Música Popular Brasileira, Cartola, Noel Rosa, Tom Jobim, Luiz Gonzaga e Milton Nascimento.

Confira 10 dicas de música do professor André Cabral para ouvir em casa com seu filho:

1- Prelúdios e Fugas (Bach)

2- Sinfonia nº 1 (Beethoven)

3- Réquiem (Brahms)

4- Sinfonia nº 9 (Dvorak)

5- O Sol Nascerá (Cartola)

6- Feitiço da Vila (Noel Rosa)

7- Dindi (Tom Jobim)

8- Asa Branca (Luiz Gonzaga)

9- Maria, Maria (Milton Nascimento)

10- Arrastão (Vinícius de Moraes e Edu Lobo)

E aí, gostou das dicas do CSCM – RJ? Se sim, comente e compartilhe esse post.

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ORIENTAÇÃO X INTERNET: SAIBA COMO SEU FILHO OU ALUNO DEVE USAR O MEIO VIRTUAL

Por Caroline Sá Ferreira, Assessora de Comunicação do CSCM-Brasília, e Alexandra Viegas, Coordenadora Educacional da Educação Infantil da unidade.

O uso da internet é um tema que sempre gera discussão sobre qual é a maneira correta de utilizá-la e o mesmo ocorre em relação às diversas novas tecnologias do mundo moderno. Hoje em dia, as crianças já nascem inseridas no mundo de telas, touchs e dispositivos eletrônicos. Porém, isso já não é nenhuma novidade! A notícia da vez é que a Sociedade Brasileira de Pediatria lançou a cartilha “Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital”, com 50 orientações para instruir o uso adequado da tecnologia para pais, crianças, adolescentes e pediatras.

O projeto foi criado após a divulgação da pesquisa TIC Kids Online Brasil, realizada pelo Comitê Gestor de Internet (CGI) e o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação (Cetic.br). Conforme o levantamento, 50% das crianças e dos adolescentes de 9 a 17 anos de idade são usuários da internet. E um dado bastante curioso é que, nos últimos 12 meses, 8,8 milhões desse público presente na web presenciaram alguém sendo discriminado no ambiente virtual.

Diante desse cenário, as perguntas que ficam para você educador e/ ou pais são:

O uso excessivo de tecnologia influencia pejorativamente no comportamento e no hábito do usuário desde a infância?

O uso exacerbado da internet pode causar danos à saúde?

As respostas, segundo especialistas, são afirmativas. Afinal, o uso precoce das tecnologias e a quantidade de tempo que a criança passa em frente ao computador, acessando mídias sociais e jogos virtuais ou até mesmo assistindo a vídeos e filmes na internet, podem desencadear vários sérios problemas. Sendo os principais relacionados à socialização e conexão da criança ou adolescente com colegas da escola, com a comunidade educativa e com os familiares. Por isso, a importância do acompanhamento dos pais e responsáveis no que diz respeito à fiscalização do uso que o menor faz do ambiente virtual.

Além disso, esse cuidado pode evitar situações de cyberbullying e pedofilia. Entretanto, voltando à pesquisa TIC Kids Online Brasil, essa ainda não parece ser a prioridade dos adultos. Dos pais entrevistados, 11% desconhecem as atividades dos filhos na internet e 41% alegam saber de algumas atividades realizadas pelos filhos no ambiente virtual.

Mas, se você quer fazer diferente, confira, agora, uma seleção feita por profissionais do Colégio Sagrado Coração de Maria – Brasília sobre as valiosas recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, separadas por destinação:

 PARA PAIS

1) Verifique a classificação indicativa para games, filmes, vídeos e conteúdos recomendados de acordo com a idade e compreensão de seus filhos;

2) Estabeleça regras e limites bem claros sobre o tempo de duração em jogos por dia ou no final de semana e sobre a entrada e a permanência em salas de bate-papo, redes sociais ou durante jogos de videogames online;

3) Discuta francamente qualquer mensagem ofensiva, discriminatória, esquisita, ameaçadora ou amedrontadora, desagradável, obscena, humilhante, confusa, inapropriada ou que contenha imagens ou palavras pornográficas ou violentas;

4) Recomende aos seus filhos que nunca forneçam a senha virtual a quem quer que seja, nem aceitem brindes, prêmios ou presentes oferecidos pela Internet, assim como também jamais cedam a qualquer tipo de chantagem, ameaça ou pressão de colegas ou de qualquer pessoa online;

5) Lembre-se sempre que você, como adulto, e, com a convivência diária, torna-se um modelo de referência para seus filhos. Portanto, dar o primeiro exemplo: limite o seu tempo de trabalho no computador, quando em casa. Desconecte e esteja presencialmente com seus filhos.

PARA EDUCADORES E ESCOLAS

1) Informe de modo adequado e detalhado os educadores e professores sobre o uso ético, saudável e com segurança das tecnologias e aplicativos durante o tempo de convívio com crianças e adolescentes nas escolas e cursos;

2) Realize atividades com os alunos e palestras de prevenção e proteção de todos, estabelecendo regras e limites no contato diário entre professores-alunos, alunos-alunos, evitando mensagens e encontros com desconhecidos com o uso das tecnologias;

3) Temas como sexualidade e exploração sexual online, comportamentos de violência, cyberbullying, uso de drogas, “brincadeiras e desafios perigosos” devem fazer parte do currículo escolar e da programação da escola em atividades ou palestras de promoção de saúde e prevenção de riscos;

4) Fique atento aos sinais de riscos pessoais, sociais ou digitais que seu aluno possa apresentar;

5) Estabeleça redes intersetoriais com os pais e com as referências profissionais de especialistas para a proteção de sua escola e deixe sempre em local visível como denunciar casos de violência, sexting ou cyberbullying ou qualquer outro problema, no disque-denúncia tel.: 100 ou acessando a rede SAFERNET .

 PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

1) Nas telas do mundo digital, tudo é produzido como fantasia e imaginação para distrair ou afastar do mundo real – portanto, não se deixe enganar no mundo virtual;

2) A senha é só sua, não compartilhe sua senha com ninguém, ninguém mesmo! Única exceção apenas para seus pais, que são responsáveis por você até completar os 18 anos, legalmente;

3)Preste atenção para não adicionar qualquer pessoa desconhecida e jamais marque encontros com pessoas estranhas ou conhecidas apenas da Internet e que enviam mensagens solicitando encontros com você;

4) Cuidado ao utilizar a webcam, evite a exposição se você estiver sem roupas ou mesmo no seu quarto ou sozinho em qualquer lugar;

5) Seja quem você é mesmo, sem criar avatares, heróis ou inimigos que nem existem, ou só existem na sua imaginação. Pode ser engraçado, mas nem sempre é brincadeira! Você pode se machucar à toa, fique sempre alerta aos desafios ou confrontos que podem terminar em problemas sérios, colocando sua vida em risco;

6) Seja respeitoso online e trate os outros como gostaria de ser tratado, afinal, você merece respeito de todos também. Evite repassar mensagens que possam humilhar, ofender, zombar ou prejudicar a pessoa que recebe este seu recado;

7) Para crescer, o seu corpo precisa de horas de sono e alimentação balanceada e saudável. Se você estiver se sentindo cansado, sonolento, com fome ou sem apetite, ou com dor de cabeça, nas costas, nos olhos ou nos ouvidos, desligue o seu celular ou seu computador, converse com seus pais ou consulte seu médico pediatra.

E aí, gostou das dicas do CSCM – Brasília? Se sim, comente e compartilhe esse post.

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