Arquivo da categoria: Ensino Fundamental II

SAIBA COMO APROVEITAR O RECESSO ESCOLAR

Por Giselle Teixeira, Coordenadora Educacional do 9º ano e Ensino Médio do CSCM-RJ

Antigamente, brincávamos no quintal, na rua, na pracinha. Hoje, nossas crianças e jovens vivem trancados nos apartamentos, no quarto, e “conectados” nas mídias sociais, no videogame e/ou no tablet. É triste, mas, com a vida que levamos nesta grande metrópole, trocamos as brincadeiras nas ruas pelo isolamento em casa.

Acredito então que, no recesso de julho, os pais devem tentar oferecer aos filhos maior contato com a natureza, com as pessoas e com a cultura. Devem proporcionar momentos em que os jovens consigam movimentar-se, explorar seus sentidos (olfato, tato, paladar, audição, visão) e, consequentemente, trazer benefícios ao corpo e à mente.

Pode-se pensar que isso só é viável se viajarem. No entanto, os pais podem apelar para idas aos espaços abertos na cidade ou para locais que, hoje em dia, já oferecem atividades dirigidas nessa época do ano. Se trabalham, o ideal é conseguir uma avó ou a mãe de um colega para, por exemplo, acompanhar os jovens em um piquenique, em uma ida ao teatro, ou até mesmo pesquisar uma colônia de férias para o  filho . O importante é a criança interagir, divertir-se, gastar a energia que tem, em contato com seus pares e com a natureza.

O pesquisador americano Richard Louv reforça esse pensamento e usa o termo transtorno de déficit de natureza. Suas pesquisas e argumentos mostram que o ser humano precisa de experiências na natureza e que esse contato com seres vivos traz benefícios ao rendimento acadêmico e à vida como um todo. Para ele, doses de natureza são fundamentais para compensar os efeitos mentais e físicos de nossa imersão tecnológica.

O aumento da obesidade, da depressão, do déficit de atenção – tudo isso é também consequência da falta de diálogo e de vida ao ar livre, do excesso de confinamento dentro de casa. Tirar o sapato, caminhar na grama ou na areia, mexer na terra e subir em uma árvore são diferentes de olhar a praia ou o gramado pela TV ou pelo computador. Uma coisa é experimentar, sentir; outra coisa é só olhar.

Já para os  alunos mais velhos, pode ser acrescentada também a leitura a essa programação, pois nossos jovens precisam dar um tempo das mídias sociais e enriquecer seu repertório cultural e vocabulário. Vejo a leitura como o melhor remédio para isso.

Os  pré-vestibulandos devem usar seu tempo de recesso de forma organizada, planejando seu horário para estudar, ler sobre atualidades, praticar redação e desfrutar de lazer. Devem ir ao cinema, fazer esporte, ir à academia, mas não podem se esquecer dos estudos.

Uma sugestão é estabelecer uma meta diária, por exemplo, de questões de suas apostilas a fazer por dia; e após o dever cumprido, realizar atividades relaxantes e desestressantes.

Se viver essas duas semanas com maior tempo livre de forma criativa, certamente o aluno voltará às aulas com mais bom humor e bem-estar. E sabemos que isso lhe trará maior produtividade e força para encarar um novo semestre.

E aí, gostou das dicas do CSCM – RJ? Se sim, comente e compartilhe esse post.

Clique aqui e conheça outras práticas pedagógicas, atividades e projetos significativos desenvolvidos pela Rede Sagrado

 

SAIBA COMO USAR METODOLOGIAS ATIVAS AO ENSINAR FÍSICA

Por Lélio Ribeiro, professor de Física do CSCM-Ubá, e edição de Tabata Martins, Coordenadora de Comunicação Estratégica da Rede Sagrado

O ensino de Física deve acompanhar as inovações tecnológicas e conceituais para atender às necessidades da nova geração. De acordo com David Ausubel, a busca pelo aprimoramento de conceitos básicos no ensino dessa disciplina sustenta uma necessidade diferenciada de se ensinar, motivar e despertar o interesse pela ciência, fazendo com que a aprendizagem seja significativa.

A abordagem de Ausubel faz um elo entre o novo conhecimento e o conhecimento prévio do (a) aluno (a). Ou seja, uma das premissas para que a aprendizagem ocorra de maneira significativa é oportunizar ao aluno a possibilidade de ampliação e reconfiguração de ideias já existentes na estrutura mental e, com isso, ser capaz de relacionar e acessar novos conteúdos. Uma outra premissa é a apresentação de um ambiente escolar potencialmente motivador para a aprendizagem, seguida de reflexões com significados.

O despertar científico gradual segue algumas metodologias inovadoras dentre as quais se encaixam, perfeitamente, a instrução por colegas ou por pares (“Peer Instruction”) – (IPC), ensino sob medida (“Just – In Time Teaching”) – (EsM), aprendizagem baseada em problemas (ABP) e gamificação sala invertida (“Flipped Classroon”) – (SI).

Tendo como base as metodologias citadas acima, além de suas virtudes e defeitos, eu, Lélio Ribeiro, como professor de Física do Colégio Sagrado Coração de Maria Ubá, procuro trabalhar com o conceito chamado de Ensino Hibrido (“Blended Learning”). O mesmo consiste, basicamente, em uma combinação de métodos de ensino, tecnologia e aprendizagem.

No ensino fundamental e médio, por exemplo, o uso do IPC pode ser descrito como um método baseado no estudo prévio de materiais: livro, vídeos, simuladores. Tudo isso fornecido pelo professor aos alunos (as). Posteriormente, apresento as questões conceituais com o objetivo de promover a aprendizagem dos conceitos fundamentais do tema proposto. Nessa etapa, uso ainda a discussão entre os estudantes. Além disso, divido as aulas em pequenas explanações do conteúdo pertinente à questão a ser apresentada.

Ainda durante minhas aulas, proponho que os alunos (as) respondam, individualmente, por cerca 2 minutos. Na sequência, é aberta uma votação para o mapeamento das respostas, quando faço uso do aplicativo gratuito chamado PLICKERS. Esse aplicativo disponibiliza pequenos cartões, que usam código QR “Quick Response” e representam as alternativas das questões conceituais que são lidas pela câmera do smartphone ou tablet.

Quando mais de 70% dos alunos acertarem a questão, eu, como professor, explico a questão e reinicio o processo de exposição dialogada, além de ser apresentada uma nova questão conceitual sobre um novo tópico. Já quando o percentual de acerto estiver entre 30% e 70%, os estudantes são convidados a fazer grupos e discutir com seus amigos as respostas dadas individualmente. Afinal, a intenção é que tentem convencer uns aos outros de suas respostas. E, após três a cinco minutos, é reaberto o processo de votação individual e explicada a questão.

Agora, quando menos de 30% das respostas forem corretas, é revisto o conceito explicado. Vale ressaltar que o aplicativo em questão fornece as informações em tempo real, como a porcentagem de acertos da classe e também individualmente, o que auxilia e muito no prosseguimento da aula de acordo com a metodologia trabalhada.

Outra metodologia ativa que utilizo nas minhas aulas de Física é a gamificação. Nessa perspectiva, a aula é pensada no conceito de game mesmo. Assim, a linguagem e as experiências das aulas são transformadas em linguagem de jogos, que são bem conhecidas dos estudantes. Nesse contexto, os alunos são agrupados em Guildas para interagirem, efetivamente, nas atividades, assim como as tarefas a serem realizadas são consideradas missões a serem vencidas. Com isso, o envolvimento dos alunos (as) é surpreendente.

Um exemplo dessa grande adesão à ‘fórmula Física + Tecnologia’ foi o grande prêmio Sagrado Coração de Maria de carrinhos movidos à energia potencial elástica. Durante o evento, o objetivo principal era percorrer a maior distância e, durante a construção e a corrida de carrinhos com materiais recicláveis, foram associados ao debate dos conceitos da Física, como a conservação de energia mecânica, velocidade, acoplamento de polias e atrito.

Além dessas metodologias que já relatei, é importante eu contar para vocês, queridos leitores do Blog da Rede Sagrado, que existem muitas outras ferramentas que podem corroborar e auxiliar o professor de Física em suas classes, como as tecnologias da informação e comunicação (TICs), citando como exemplos o canal “Nerdologia” no Youtube. Esse une ciência e cultura pop e pode ser explorado pelos educadores em diversas áreas. Outra dica é o PHET – INTERACTIVE SIMULATIONS, que é um simulador de Biologia, Física, Matemática e Química, da universidade do Colorado, nos EUA. E, por último, ainda indico o documentário “A história da eletricidade”, produzido pelo canal britânico BBC, que relaciona brilhantemente os conceitos de Física, História, Literatura e Arte como exemplo de contextualização da Física e a evolução da humanidade.

Por fim, deixo o recado que cabe ao professor moderno ser atento às mudanças da sociedade, sempre procurando caminhar paralelamente a ela. Além disso, considero ser de suma importância a adaptação às novas tecnologias, com foco na busca por novos conhecimentos. Ou seja, acredito que o professor tem que ser atento, organizado, inovador, social, entusiasta de novas ferramentas, Geek, contador de histórias, tolerante, aberto a perguntas, social e, o mais importante, comprometido com o ensino.

E aí, gostou da partilha de saberes do professor do CSCM – Ubá? Se sim, comente e compartilhe esse post. Mas, também não deixe de conferir, abaixo, outras dicas que ele fez questão de passar:

Dicas e citações para o uso de metodologias ativas no ensino de Física:

A HISTÓRIA DA ELETRICIDADE:

 ARAUJO, I.S.; MAZUR, E. Instrução pelos colegas e ensino sob medida: Uma proposta para o engajamento dos alunos no processo de ensino – aprendizagem de física. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v.30, n.2, p. 362-384, 2013.

MAZUR, Eric. Peer Instruction a User’s Manual. Coleção: PRENTICE HALL SERIES IN EDUCATIONAL INNOVATION, Editora PRENTICE HALL, 1996.

MOREIRA, M.A. Unidades de ensino potencialmente significativas – UEPS, Instituto de Física, Versão 6.0, Porto Alegre, RS.

NERDOLOGIA. 

PHET- INTERACTIVE SIMULATIONS

STUDART, N. Simulação, Games e gamificação no ensino de Física. XXI Simpósio Nacional de ensino de física, SNEF 2015.

Clique aqui e conheça outras práticas pedagógicas, atividades e projetos significativos desenvolvidos pela Rede Sagrado

 

ORIENTAÇÃO X INTERNET: SAIBA COMO SEU FILHO OU ALUNO DEVE USAR O MEIO VIRTUAL

Por Caroline Sá Ferreira, Assessora de Comunicação do CSCM-Brasília, e Alexandra Viegas, Coordenadora Educacional da Educação Infantil da unidade.

O uso da internet é um tema que sempre gera discussão sobre qual é a maneira correta de utilizá-la e o mesmo ocorre em relação às diversas novas tecnologias do mundo moderno. Hoje em dia, as crianças já nascem inseridas no mundo de telas, touchs e dispositivos eletrônicos. Porém, isso já não é nenhuma novidade! A notícia da vez é que a Sociedade Brasileira de Pediatria lançou a cartilha “Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital”, com 50 orientações para instruir o uso adequado da tecnologia para pais, crianças, adolescentes e pediatras.

O projeto foi criado após a divulgação da pesquisa TIC Kids Online Brasil, realizada pelo Comitê Gestor de Internet (CGI) e o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação (Cetic.br). Conforme o levantamento, 50% das crianças e dos adolescentes de 9 a 17 anos de idade são usuários da internet. E um dado bastante curioso é que, nos últimos 12 meses, 8,8 milhões desse público presente na web presenciaram alguém sendo discriminado no ambiente virtual.

Diante desse cenário, as perguntas que ficam para você educador e/ ou pais são:

O uso excessivo de tecnologia influencia pejorativamente no comportamento e no hábito do usuário desde a infância?

O uso exacerbado da internet pode causar danos à saúde?

As respostas, segundo especialistas, são afirmativas. Afinal, o uso precoce das tecnologias e a quantidade de tempo que a criança passa em frente ao computador, acessando mídias sociais e jogos virtuais ou até mesmo assistindo a vídeos e filmes na internet, podem desencadear vários sérios problemas. Sendo os principais relacionados à socialização e conexão da criança ou adolescente com colegas da escola, com a comunidade educativa e com os familiares. Por isso, a importância do acompanhamento dos pais e responsáveis no que diz respeito à fiscalização do uso que o menor faz do ambiente virtual.

Além disso, esse cuidado pode evitar situações de cyberbullying e pedofilia. Entretanto, voltando à pesquisa TIC Kids Online Brasil, essa ainda não parece ser a prioridade dos adultos. Dos pais entrevistados, 11% desconhecem as atividades dos filhos na internet e 41% alegam saber de algumas atividades realizadas pelos filhos no ambiente virtual.

Mas, se você quer fazer diferente, confira, agora, uma seleção feita por profissionais do Colégio Sagrado Coração de Maria – Brasília sobre as valiosas recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, separadas por destinação:

 PARA PAIS

1) Verifique a classificação indicativa para games, filmes, vídeos e conteúdos recomendados de acordo com a idade e compreensão de seus filhos;

2) Estabeleça regras e limites bem claros sobre o tempo de duração em jogos por dia ou no final de semana e sobre a entrada e a permanência em salas de bate-papo, redes sociais ou durante jogos de videogames online;

3) Discuta francamente qualquer mensagem ofensiva, discriminatória, esquisita, ameaçadora ou amedrontadora, desagradável, obscena, humilhante, confusa, inapropriada ou que contenha imagens ou palavras pornográficas ou violentas;

4) Recomende aos seus filhos que nunca forneçam a senha virtual a quem quer que seja, nem aceitem brindes, prêmios ou presentes oferecidos pela Internet, assim como também jamais cedam a qualquer tipo de chantagem, ameaça ou pressão de colegas ou de qualquer pessoa online;

5) Lembre-se sempre que você, como adulto, e, com a convivência diária, torna-se um modelo de referência para seus filhos. Portanto, dar o primeiro exemplo: limite o seu tempo de trabalho no computador, quando em casa. Desconecte e esteja presencialmente com seus filhos.

PARA EDUCADORES E ESCOLAS

1) Informe de modo adequado e detalhado os educadores e professores sobre o uso ético, saudável e com segurança das tecnologias e aplicativos durante o tempo de convívio com crianças e adolescentes nas escolas e cursos;

2) Realize atividades com os alunos e palestras de prevenção e proteção de todos, estabelecendo regras e limites no contato diário entre professores-alunos, alunos-alunos, evitando mensagens e encontros com desconhecidos com o uso das tecnologias;

3) Temas como sexualidade e exploração sexual online, comportamentos de violência, cyberbullying, uso de drogas, “brincadeiras e desafios perigosos” devem fazer parte do currículo escolar e da programação da escola em atividades ou palestras de promoção de saúde e prevenção de riscos;

4) Fique atento aos sinais de riscos pessoais, sociais ou digitais que seu aluno possa apresentar;

5) Estabeleça redes intersetoriais com os pais e com as referências profissionais de especialistas para a proteção de sua escola e deixe sempre em local visível como denunciar casos de violência, sexting ou cyberbullying ou qualquer outro problema, no disque-denúncia tel.: 100 ou acessando a rede SAFERNET .

 PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

1) Nas telas do mundo digital, tudo é produzido como fantasia e imaginação para distrair ou afastar do mundo real – portanto, não se deixe enganar no mundo virtual;

2) A senha é só sua, não compartilhe sua senha com ninguém, ninguém mesmo! Única exceção apenas para seus pais, que são responsáveis por você até completar os 18 anos, legalmente;

3)Preste atenção para não adicionar qualquer pessoa desconhecida e jamais marque encontros com pessoas estranhas ou conhecidas apenas da Internet e que enviam mensagens solicitando encontros com você;

4) Cuidado ao utilizar a webcam, evite a exposição se você estiver sem roupas ou mesmo no seu quarto ou sozinho em qualquer lugar;

5) Seja quem você é mesmo, sem criar avatares, heróis ou inimigos que nem existem, ou só existem na sua imaginação. Pode ser engraçado, mas nem sempre é brincadeira! Você pode se machucar à toa, fique sempre alerta aos desafios ou confrontos que podem terminar em problemas sérios, colocando sua vida em risco;

6) Seja respeitoso online e trate os outros como gostaria de ser tratado, afinal, você merece respeito de todos também. Evite repassar mensagens que possam humilhar, ofender, zombar ou prejudicar a pessoa que recebe este seu recado;

7) Para crescer, o seu corpo precisa de horas de sono e alimentação balanceada e saudável. Se você estiver se sentindo cansado, sonolento, com fome ou sem apetite, ou com dor de cabeça, nas costas, nos olhos ou nos ouvidos, desligue o seu celular ou seu computador, converse com seus pais ou consulte seu médico pediatra.

E aí, gostou das dicas do CSCM – Brasília? Se sim, comente e compartilhe esse post.

Clique aqui e conheça outras práticas pedagógicas, atividades e projetos significativos desenvolvidos pela Rede Sagrado