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ENSINO HÍBRIDO: ONLINE E OFFLINE JUNTOS PARA UMA NOVA EXPERIÊNCIA DE APRENDIZADO

Este artigo é para você já ouviu falar sobre “ensino híbrido”, mas não sabe muito bem do que se trata. Aproveite a leitura e conheça a modalidade.

O que é ensino híbrido?

De forma geral, ensino híbrido é a convergência de dois modelos de aprendizagem: o presencial, no qual o processo ocorre nas dependências da escola, especialmente em sala de aula – o modelo mais conhecido e tradicional, e o online, que utiliza as tecnologias digitais para promover o ensino. Continue lendo ENSINO HÍBRIDO: ONLINE E OFFLINE JUNTOS PARA UMA NOVA EXPERIÊNCIA DE APRENDIZADO

Autorregulação e Autoeficácia no Processo de Aprendizagem

A aprendizagem é um processo que ocorre durante toda a vida de uma pessoa, e isso ocorre desde a infância.

Nós estamos sempre em processo de aprendizagem, seja na escola, em casa ou no trabalho.

Por isso é muito importante falar sobre este processo e entender as principais características que compõem a aprendizagem de autorregulação e autoeficácia. Continue lendo Autorregulação e Autoeficácia no Processo de Aprendizagem

Tecnologia: até que ponto utilizá-la em prol da educação dos filhos?

Na Era onde os avanços tecnológicos estão cada vez maiores, as crianças já nascem conectadas e imersas nesse contexto. Existem diversos meios de inserir alguém no contexto de uso de ferramentas tecnológicas – em especial para comunicação e entretenimento. 

Indo além, existem maneiras eficazes de se fazer bom uso de todo esse avanço, sem que as crianças cresçam alienadas e distantes da realidade. As tecnologias digitais podem auxiliar na interação durante a educação infantil – ainda que a criança não saiba ler ou escrever. Como por exemplo, o contato com novas linguagens, o estímulo à aprendizagem, o desenvolvimento do raciocínio e da concentração, a criatividade e uma melhora considerável na comunicação. 

Uma experiência muito interessante, e já utilizada pelo Colégio Sagrado Coração de Maria, é o Google For Education. Com um conjunto de ferramentas voltadas para o aprendizado de forma inovadora, à comunicação e à colaboração no ambiente escolar, é uma ótima opção para melhorar o relacionamento entre pais, alunos e a própria escola. 

Abaixo há algumas vantagens bem legais sobre o Google For Education: 

1. Espaço de armazenamento ilimitado 

Na plataforma em nuvem de serviço, é possível disponibilizar de forma digital, todo o material didático com acesso fácil para alunos e professores. Além disso, a segurança é muito maior. Afinal, as hospedagens em nuvem são econômicas, dispensam a contratação de servidores e auxiliam na redução dos gastos com papel. 

2. Colaboração

A maioria das instituições de ensino brasileiras tem a didática voltada para a lógica individualista, com pouco incentivo para trabalhar e pensar de forma colaborativa, em equipe. Um dos recursos da ferramenta do Google, é a possibilidade de edição dos documentos, em tempo real, por mais de um aluno ou professor. Isso incentiva o trabalho em conjunto e o fomenta o desenvolvimento do trabalho colaborativo.

3. Proximidade dos pais na educação dos filhos 

Com um ritmo de vida intenso, a maioria dos brasileiros tem dificuldade de acompanhar os filhos durante a vida escolar, devido ao grande nível de afazeres e obrigações do dia a dia. Pensando nisso, o Google For Education permite que os professores compartilhem o desenvolvimento dos alunos diretamente com os pais – facilitando bastante o acompanhamento do estudante. 

4. Tarefas compartilhadas e corrigidas 

Além de acompanhar o desempenho dos filhos na escola, também é possível auxiliar a aproximação dos professores, por meio de recursos para tirar dúvidas, fóruns de discussão e a correção de deveres e trabalhos, feita diretamente pela ferramenta. 

5. Segurança 

Todas as informações e dados são criptografados e mantidos em local seguro. Válido também para a caixa de e-mail que se torna menos propícia a vírus e spams. 

6. Acesso em qualquer lugar 

E por último, mas não menos importante, existe a possibilidade do aluno, professor ou dos pais acessarem de onde estiverem! Acessível em qualquer dispositivo, as ferramentas do Google For Education possuem muitos pontos positivos. 

Gostou de conhecer alguns benefícios do uso da tecnologia em prol da educação? Aproveite para conhecer o site da Rede Sagrado e começar agora mesmo a traçar o caminho de sucesso do seu filho. 

SAIBA COMO APROVEITAR O RECESSO ESCOLAR

Por Giselle Teixeira, Coordenadora Educacional do 9º ano e Ensino Médio do CSCM-RJ

Antigamente, brincávamos no quintal, na rua, na pracinha. Hoje, nossas crianças e jovens vivem trancados nos apartamentos, no quarto, e “conectados” nas mídias sociais, no videogame e/ou no tablet. É triste, mas, com a vida que levamos nesta grande metrópole, trocamos as brincadeiras nas ruas pelo isolamento em casa.

Acredito então que, no recesso de julho, os pais devem tentar oferecer aos filhos maior contato com a natureza, com as pessoas e com a cultura. Devem proporcionar momentos em que os jovens consigam movimentar-se, explorar seus sentidos (olfato, tato, paladar, audição, visão) e, consequentemente, trazer benefícios ao corpo e à mente.

Pode-se pensar que isso só é viável se viajarem. No entanto, os pais podem apelar para idas aos espaços abertos na cidade ou para locais que, hoje em dia, já oferecem atividades dirigidas nessa época do ano. Se trabalham, o ideal é conseguir uma avó ou a mãe de um colega para, por exemplo, acompanhar os jovens em um piquenique, em uma ida ao teatro, ou até mesmo pesquisar uma colônia de férias para o  filho . O importante é a criança interagir, divertir-se, gastar a energia que tem, em contato com seus pares e com a natureza.

O pesquisador americano Richard Louv reforça esse pensamento e usa o termo transtorno de déficit de natureza. Suas pesquisas e argumentos mostram que o ser humano precisa de experiências na natureza e que esse contato com seres vivos traz benefícios ao rendimento acadêmico e à vida como um todo. Para ele, doses de natureza são fundamentais para compensar os efeitos mentais e físicos de nossa imersão tecnológica.

O aumento da obesidade, da depressão, do déficit de atenção – tudo isso é também consequência da falta de diálogo e de vida ao ar livre, do excesso de confinamento dentro de casa. Tirar o sapato, caminhar na grama ou na areia, mexer na terra e subir em uma árvore são diferentes de olhar a praia ou o gramado pela TV ou pelo computador. Uma coisa é experimentar, sentir; outra coisa é só olhar.

Já para os  alunos mais velhos, pode ser acrescentada também a leitura a essa programação, pois nossos jovens precisam dar um tempo das mídias sociais e enriquecer seu repertório cultural e vocabulário. Vejo a leitura como o melhor remédio para isso.

Os  pré-vestibulandos devem usar seu tempo de recesso de forma organizada, planejando seu horário para estudar, ler sobre atualidades, praticar redação e desfrutar de lazer. Devem ir ao cinema, fazer esporte, ir à academia, mas não podem se esquecer dos estudos.

Uma sugestão é estabelecer uma meta diária, por exemplo, de questões de suas apostilas a fazer por dia; e após o dever cumprido, realizar atividades relaxantes e desestressantes.

Se viver essas duas semanas com maior tempo livre de forma criativa, certamente o aluno voltará às aulas com mais bom humor e bem-estar. E sabemos que isso lhe trará maior produtividade e força para encarar um novo semestre.

E aí, gostou das dicas do CSCM – RJ? Se sim, comente e compartilhe esse post.

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SAIBA COMO USAR METODOLOGIAS ATIVAS AO ENSINAR FÍSICA

Por Lélio Ribeiro, professor de Física do CSCM-Ubá, e edição de Tabata Martins, Coordenadora de Comunicação Estratégica da Rede Sagrado

O ensino de Física deve acompanhar as inovações tecnológicas e conceituais para atender às necessidades da nova geração. De acordo com David Ausubel, a busca pelo aprimoramento de conceitos básicos no ensino dessa disciplina sustenta uma necessidade diferenciada de se ensinar, motivar e despertar o interesse pela ciência, fazendo com que a aprendizagem seja significativa.

A abordagem de Ausubel faz um elo entre o novo conhecimento e o conhecimento prévio do (a) aluno (a). Ou seja, uma das premissas para que a aprendizagem ocorra de maneira significativa é oportunizar ao aluno a possibilidade de ampliação e reconfiguração de ideias já existentes na estrutura mental e, com isso, ser capaz de relacionar e acessar novos conteúdos. Uma outra premissa é a apresentação de um ambiente escolar potencialmente motivador para a aprendizagem, seguida de reflexões com significados.

O despertar científico gradual segue algumas metodologias inovadoras dentre as quais se encaixam, perfeitamente, a instrução por colegas ou por pares (“Peer Instruction”) – (IPC), ensino sob medida (“Just – In Time Teaching”) – (EsM), aprendizagem baseada em problemas (ABP) e gamificação sala invertida (“Flipped Classroon”) – (SI).

Tendo como base as metodologias citadas acima, além de suas virtudes e defeitos, eu, Lélio Ribeiro, como professor de Física do Colégio Sagrado Coração de Maria Ubá, procuro trabalhar com o conceito chamado de Ensino Hibrido (“Blended Learning”). O mesmo consiste, basicamente, em uma combinação de métodos de ensino, tecnologia e aprendizagem.

No ensino fundamental e médio, por exemplo, o uso do IPC pode ser descrito como um método baseado no estudo prévio de materiais: livro, vídeos, simuladores. Tudo isso fornecido pelo professor aos alunos (as). Posteriormente, apresento as questões conceituais com o objetivo de promover a aprendizagem dos conceitos fundamentais do tema proposto. Nessa etapa, uso ainda a discussão entre os estudantes. Além disso, divido as aulas em pequenas explanações do conteúdo pertinente à questão a ser apresentada.

Ainda durante minhas aulas, proponho que os alunos (as) respondam, individualmente, por cerca 2 minutos. Na sequência, é aberta uma votação para o mapeamento das respostas, quando faço uso do aplicativo gratuito chamado PLICKERS. Esse aplicativo disponibiliza pequenos cartões, que usam código QR “Quick Response” e representam as alternativas das questões conceituais que são lidas pela câmera do smartphone ou tablet.

Quando mais de 70% dos alunos acertarem a questão, eu, como professor, explico a questão e reinicio o processo de exposição dialogada, além de ser apresentada uma nova questão conceitual sobre um novo tópico. Já quando o percentual de acerto estiver entre 30% e 70%, os estudantes são convidados a fazer grupos e discutir com seus amigos as respostas dadas individualmente. Afinal, a intenção é que tentem convencer uns aos outros de suas respostas. E, após três a cinco minutos, é reaberto o processo de votação individual e explicada a questão.

Agora, quando menos de 30% das respostas forem corretas, é revisto o conceito explicado. Vale ressaltar que o aplicativo em questão fornece as informações em tempo real, como a porcentagem de acertos da classe e também individualmente, o que auxilia e muito no prosseguimento da aula de acordo com a metodologia trabalhada.

Outra metodologia ativa que utilizo nas minhas aulas de Física é a gamificação. Nessa perspectiva, a aula é pensada no conceito de game mesmo. Assim, a linguagem e as experiências das aulas são transformadas em linguagem de jogos, que são bem conhecidas dos estudantes. Nesse contexto, os alunos são agrupados em Guildas para interagirem, efetivamente, nas atividades, assim como as tarefas a serem realizadas são consideradas missões a serem vencidas. Com isso, o envolvimento dos alunos (as) é surpreendente.

Um exemplo dessa grande adesão à ‘fórmula Física + Tecnologia’ foi o grande prêmio Sagrado Coração de Maria de carrinhos movidos à energia potencial elástica. Durante o evento, o objetivo principal era percorrer a maior distância e, durante a construção e a corrida de carrinhos com materiais recicláveis, foram associados ao debate dos conceitos da Física, como a conservação de energia mecânica, velocidade, acoplamento de polias e atrito.

Além dessas metodologias que já relatei, é importante eu contar para vocês, queridos leitores do Blog da Rede Sagrado, que existem muitas outras ferramentas que podem corroborar e auxiliar o professor de Física em suas classes, como as tecnologias da informação e comunicação (TICs), citando como exemplos o canal “Nerdologia” no Youtube. Esse une ciência e cultura pop e pode ser explorado pelos educadores em diversas áreas. Outra dica é o PHET – INTERACTIVE SIMULATIONS, que é um simulador de Biologia, Física, Matemática e Química, da universidade do Colorado, nos EUA. E, por último, ainda indico o documentário “A história da eletricidade”, produzido pelo canal britânico BBC, que relaciona brilhantemente os conceitos de Física, História, Literatura e Arte como exemplo de contextualização da Física e a evolução da humanidade.

Por fim, deixo o recado que cabe ao professor moderno ser atento às mudanças da sociedade, sempre procurando caminhar paralelamente a ela. Além disso, considero ser de suma importância a adaptação às novas tecnologias, com foco na busca por novos conhecimentos. Ou seja, acredito que o professor tem que ser atento, organizado, inovador, social, entusiasta de novas ferramentas, Geek, contador de histórias, tolerante, aberto a perguntas, social e, o mais importante, comprometido com o ensino.

E aí, gostou da partilha de saberes do professor do CSCM – Ubá? Se sim, comente e compartilhe esse post. Mas, também não deixe de conferir, abaixo, outras dicas que ele fez questão de passar:

Dicas e citações para o uso de metodologias ativas no ensino de Física:

A HISTÓRIA DA ELETRICIDADE:

 ARAUJO, I.S.; MAZUR, E. Instrução pelos colegas e ensino sob medida: Uma proposta para o engajamento dos alunos no processo de ensino – aprendizagem de física. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, v.30, n.2, p. 362-384, 2013.

MAZUR, Eric. Peer Instruction a User’s Manual. Coleção: PRENTICE HALL SERIES IN EDUCATIONAL INNOVATION, Editora PRENTICE HALL, 1996.

MOREIRA, M.A. Unidades de ensino potencialmente significativas – UEPS, Instituto de Física, Versão 6.0, Porto Alegre, RS.

NERDOLOGIA. 

PHET- INTERACTIVE SIMULATIONS

STUDART, N. Simulação, Games e gamificação no ensino de Física. XXI Simpósio Nacional de ensino de física, SNEF 2015.

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