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ORIENTAÇÃO X INTERNET: SAIBA COMO SEU FILHO OU ALUNO DEVE USAR O MEIO VIRTUAL

Por Caroline Sá Ferreira, Assessora de Comunicação do CSCM-Brasília, e Alexandra Viegas, Coordenadora Educacional da Educação Infantil da unidade.

O uso da internet é um tema que sempre gera discussão sobre qual é a maneira correta de utilizá-la e o mesmo ocorre em relação às diversas novas tecnologias do mundo moderno. Hoje em dia, as crianças já nascem inseridas no mundo de telas, touchs e dispositivos eletrônicos. Porém, isso já não é nenhuma novidade! A notícia da vez é que a Sociedade Brasileira de Pediatria lançou a cartilha “Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital”, com 50 orientações para instruir o uso adequado da tecnologia para pais, crianças, adolescentes e pediatras.

O projeto foi criado após a divulgação da pesquisa TIC Kids Online Brasil, realizada pelo Comitê Gestor de Internet (CGI) e o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação (Cetic.br). Conforme o levantamento, 50% das crianças e dos adolescentes de 9 a 17 anos de idade são usuários da internet. E um dado bastante curioso é que, nos últimos 12 meses, 8,8 milhões desse público presente na web presenciaram alguém sendo discriminado no ambiente virtual.

Diante desse cenário, as perguntas que ficam para você educador e/ ou pais são:

O uso excessivo de tecnologia influencia pejorativamente no comportamento e no hábito do usuário desde a infância?

O uso exacerbado da internet pode causar danos à saúde?

As respostas, segundo especialistas, são afirmativas. Afinal, o uso precoce das tecnologias e a quantidade de tempo que a criança passa em frente ao computador, acessando mídias sociais e jogos virtuais ou até mesmo assistindo a vídeos e filmes na internet, podem desencadear vários sérios problemas. Sendo os principais relacionados à socialização e conexão da criança ou adolescente com colegas da escola, com a comunidade educativa e com os familiares. Por isso, a importância do acompanhamento dos pais e responsáveis no que diz respeito à fiscalização do uso que o menor faz do ambiente virtual.

Além disso, esse cuidado pode evitar situações de cyberbullying e pedofilia. Entretanto, voltando à pesquisa TIC Kids Online Brasil, essa ainda não parece ser a prioridade dos adultos. Dos pais entrevistados, 11% desconhecem as atividades dos filhos na internet e 41% alegam saber de algumas atividades realizadas pelos filhos no ambiente virtual.

Mas, se você quer fazer diferente, confira, agora, uma seleção feita por profissionais do Colégio Sagrado Coração de Maria – Brasília sobre as valiosas recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, separadas por destinação:

 PARA PAIS

1) Verifique a classificação indicativa para games, filmes, vídeos e conteúdos recomendados de acordo com a idade e compreensão de seus filhos;

2) Estabeleça regras e limites bem claros sobre o tempo de duração em jogos por dia ou no final de semana e sobre a entrada e a permanência em salas de bate-papo, redes sociais ou durante jogos de videogames online;

3) Discuta francamente qualquer mensagem ofensiva, discriminatória, esquisita, ameaçadora ou amedrontadora, desagradável, obscena, humilhante, confusa, inapropriada ou que contenha imagens ou palavras pornográficas ou violentas;

4) Recomende aos seus filhos que nunca forneçam a senha virtual a quem quer que seja, nem aceitem brindes, prêmios ou presentes oferecidos pela Internet, assim como também jamais cedam a qualquer tipo de chantagem, ameaça ou pressão de colegas ou de qualquer pessoa online;

5) Lembre-se sempre que você, como adulto, e, com a convivência diária, torna-se um modelo de referência para seus filhos. Portanto, dar o primeiro exemplo: limite o seu tempo de trabalho no computador, quando em casa. Desconecte e esteja presencialmente com seus filhos.

PARA EDUCADORES E ESCOLAS

1) Informe de modo adequado e detalhado os educadores e professores sobre o uso ético, saudável e com segurança das tecnologias e aplicativos durante o tempo de convívio com crianças e adolescentes nas escolas e cursos;

2) Realize atividades com os alunos e palestras de prevenção e proteção de todos, estabelecendo regras e limites no contato diário entre professores-alunos, alunos-alunos, evitando mensagens e encontros com desconhecidos com o uso das tecnologias;

3) Temas como sexualidade e exploração sexual online, comportamentos de violência, cyberbullying, uso de drogas, “brincadeiras e desafios perigosos” devem fazer parte do currículo escolar e da programação da escola em atividades ou palestras de promoção de saúde e prevenção de riscos;

4) Fique atento aos sinais de riscos pessoais, sociais ou digitais que seu aluno possa apresentar;

5) Estabeleça redes intersetoriais com os pais e com as referências profissionais de especialistas para a proteção de sua escola e deixe sempre em local visível como denunciar casos de violência, sexting ou cyberbullying ou qualquer outro problema, no disque-denúncia tel.: 100 ou acessando a rede SAFERNET .

 PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

1) Nas telas do mundo digital, tudo é produzido como fantasia e imaginação para distrair ou afastar do mundo real – portanto, não se deixe enganar no mundo virtual;

2) A senha é só sua, não compartilhe sua senha com ninguém, ninguém mesmo! Única exceção apenas para seus pais, que são responsáveis por você até completar os 18 anos, legalmente;

3)Preste atenção para não adicionar qualquer pessoa desconhecida e jamais marque encontros com pessoas estranhas ou conhecidas apenas da Internet e que enviam mensagens solicitando encontros com você;

4) Cuidado ao utilizar a webcam, evite a exposição se você estiver sem roupas ou mesmo no seu quarto ou sozinho em qualquer lugar;

5) Seja quem você é mesmo, sem criar avatares, heróis ou inimigos que nem existem, ou só existem na sua imaginação. Pode ser engraçado, mas nem sempre é brincadeira! Você pode se machucar à toa, fique sempre alerta aos desafios ou confrontos que podem terminar em problemas sérios, colocando sua vida em risco;

6) Seja respeitoso online e trate os outros como gostaria de ser tratado, afinal, você merece respeito de todos também. Evite repassar mensagens que possam humilhar, ofender, zombar ou prejudicar a pessoa que recebe este seu recado;

7) Para crescer, o seu corpo precisa de horas de sono e alimentação balanceada e saudável. Se você estiver se sentindo cansado, sonolento, com fome ou sem apetite, ou com dor de cabeça, nas costas, nos olhos ou nos ouvidos, desligue o seu celular ou seu computador, converse com seus pais ou consulte seu médico pediatra.

E aí, gostou das dicas do CSCM – Brasília? Se sim, comente e compartilhe esse post.

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Estimular linguagem oral e escrita dos alunos é possível! Conheça o projeto “Estojo de nomes e letras”

Com o objetivo de estimular a linguagem oral e a escrita dos alunos do Maternal III, cinco professoras do Colégio Sagrado Coração de Maria – Vitória – Cíntia Rodrigues Cremasco, Karoline Lopes, Lívia Magna Santana Ribeiro, Ludmila Campi Xavier e Anna Paula Caldeiras – criaram o projeto “Estojo de Nomes e Letras”.

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A proposta principal é fazer com que a criança identifique seu nome e dos colegas ao observá-los escritos em diferentes materiais, todos sempre armazenados em, literalmente, estojos individuais.

Essa brilhante ideia das educadoras ainda possibilita que os pequenos aprendam, facilmente, quais são as letras que compõem seu nome, assim como qual é a quantidade de letras necessárias para escrevê-lo, por exemplo. Afinal, o principal propósito do trabalho com a escrita do nome na Educação Infantil é fazer com que a criança se reconheça como um sujeito importante que possui um nome, além de propiciar a aprendizagem correta da escrita.

Mas, se você pensa que a criatividade dessas professoras parou por aí, está muito enganado (a)! Confira, agora, outros benefícios e o real trabalho de diferentes habilidades dos alunos a partir do projeto “Estojo de Nomes e Letras”:

  • Reconhecer a escrita do próprio nome ao identificar seus pertences e trabalhos;
  • Identificar a letra inicial do próprio nome e a dos colegas;
  • Compreender como escreve as palavras;
  • Utilizar a contagem oral nas brincadeiras e em situações nas quais as crianças reconheçam suas necessidades;
  • Classificar as letras por meio de características semelhanças e/ou diferenças entre objetos e pessoas;
  • Quantificar elementos ao expandir, gradativamente, a recitação;
  • Participar de atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e canções que digam respeito às tradições culturais em geral;
  • Adotar atitudes de cuidado, respeito e cooperação com todos;
  • Cooperar na organização da sala, dos brinquedos e dos seus pertences;
  • Reconhecer o outro nas diferenças e nas similaridades;

 

Como funciona o projeto?

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Antes de iniciar o “Estojo de Nomes e Letras”, as famílias dos alunos são informadas, durante reunião, em relação à importância da didática da proposta como um todo. Nesse mesmo momento, os pais também são orientados sobre como poderão ajudar seus filhos na utilização do estojo em casa. E, já em sala de aula, as crianças recebem o tão desejado estojo personalizado da escola, juntamente com cópias dos nomes da turma, fotos de todos os colegas e um alfabeto móvel. Na sequência, todo esse material é encaminhado às famílias com as devidas orientações relacionadas à finalização da confecção do estojo. Mas, ao implantarem o projeto com os alunos, as professoras preparam um momento lúdico e prazeroso, a fim de provocar encantamento e curiosidade ao novo recurso que será utilizado. Assim, os estudantes têm a grande chance de manusearem as letras, fotos e nomes, além de trocarem ideias e lançarem suas primeiras hipóteses durante dinâmica. Já após esse passo, as educadoras combinam com a própria turma como será feito o bom uso do estojo, como o planejamento das atividades que serão desenvolvidas dentro e fora de sala.

 

Repercussão

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“Tive duas experiências com o estojo de letras e foram muito proveitosas. No Maternal III, meus filhos tinham fácil acesso às letras, o que aumentou o interesse na escrita. Eles sentavam para fazer o dever de casa com o estojo debaixo do braço. E, até hoje, em séries mais avançadas, o estojo de letras os auxiliam nas tarefas”, conta Julia Arantes Andião Tauil.

Fazendo uso do Estojo de Nomes e Letras do Maternal III, que alia fotos e os nomes dos amigos da sala de aula, surgiu na minha filha um interesse enorme pela escrita. E, antes mesmo da metade do ano, ela já escrevia seu nome e o da maioria dos amigos sem auxílio nenhum! É incrível perceber nela a sede de aprender a escrever tudo que fala. Posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que esse ciclo incessante do saber foi iniciado com este estojo”, relata Daniele Thomazelli Rodrigues Martins.

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