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Estimular linguagem oral e escrita dos alunos é possível! Conheça o projeto “Estojo de nomes e letras”

Com o objetivo de estimular a linguagem oral e a escrita dos alunos do Maternal III, cinco professoras do Colégio Sagrado Coração de Maria – Vitória – Cíntia Rodrigues Cremasco, Karoline Lopes, Lívia Magna Santana Ribeiro, Ludmila Campi Xavier e Anna Paula Caldeiras – criaram o projeto “Estojo de Nomes e Letras”.

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A proposta principal é fazer com que a criança identifique seu nome e dos colegas ao observá-los escritos em diferentes materiais, todos sempre armazenados em, literalmente, estojos individuais.

Essa brilhante ideia das educadoras ainda possibilita que os pequenos aprendam, facilmente, quais são as letras que compõem seu nome, assim como qual é a quantidade de letras necessárias para escrevê-lo, por exemplo. Afinal, o principal propósito do trabalho com a escrita do nome na Educação Infantil é fazer com que a criança se reconheça como um sujeito importante que possui um nome, além de propiciar a aprendizagem correta da escrita.

Mas, se você pensa que a criatividade dessas professoras parou por aí, está muito enganado (a)! Confira, agora, outros benefícios e o real trabalho de diferentes habilidades dos alunos a partir do projeto “Estojo de Nomes e Letras”:

  • Reconhecer a escrita do próprio nome ao identificar seus pertences e trabalhos;
  • Identificar a letra inicial do próprio nome e a dos colegas;
  • Compreender como escreve as palavras;
  • Utilizar a contagem oral nas brincadeiras e em situações nas quais as crianças reconheçam suas necessidades;
  • Classificar as letras por meio de características semelhanças e/ou diferenças entre objetos e pessoas;
  • Quantificar elementos ao expandir, gradativamente, a recitação;
  • Participar de atividades que envolvam histórias, brincadeiras, jogos e canções que digam respeito às tradições culturais em geral;
  • Adotar atitudes de cuidado, respeito e cooperação com todos;
  • Cooperar na organização da sala, dos brinquedos e dos seus pertences;
  • Reconhecer o outro nas diferenças e nas similaridades;

 

Como funciona o projeto?

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Antes de iniciar o “Estojo de Nomes e Letras”, as famílias dos alunos são informadas, durante reunião, em relação à importância da didática da proposta como um todo. Nesse mesmo momento, os pais também são orientados sobre como poderão ajudar seus filhos na utilização do estojo em casa. E, já em sala de aula, as crianças recebem o tão desejado estojo personalizado da escola, juntamente com cópias dos nomes da turma, fotos de todos os colegas e um alfabeto móvel. Na sequência, todo esse material é encaminhado às famílias com as devidas orientações relacionadas à finalização da confecção do estojo. Mas, ao implantarem o projeto com os alunos, as professoras preparam um momento lúdico e prazeroso, a fim de provocar encantamento e curiosidade ao novo recurso que será utilizado. Assim, os estudantes têm a grande chance de manusearem as letras, fotos e nomes, além de trocarem ideias e lançarem suas primeiras hipóteses durante dinâmica. Já após esse passo, as educadoras combinam com a própria turma como será feito o bom uso do estojo, como o planejamento das atividades que serão desenvolvidas dentro e fora de sala.

 

Repercussão

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“Tive duas experiências com o estojo de letras e foram muito proveitosas. No Maternal III, meus filhos tinham fácil acesso às letras, o que aumentou o interesse na escrita. Eles sentavam para fazer o dever de casa com o estojo debaixo do braço. E, até hoje, em séries mais avançadas, o estojo de letras os auxiliam nas tarefas”, conta Julia Arantes Andião Tauil.

Fazendo uso do Estojo de Nomes e Letras do Maternal III, que alia fotos e os nomes dos amigos da sala de aula, surgiu na minha filha um interesse enorme pela escrita. E, antes mesmo da metade do ano, ela já escrevia seu nome e o da maioria dos amigos sem auxílio nenhum! É incrível perceber nela a sede de aprender a escrever tudo que fala. Posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que esse ciclo incessante do saber foi iniciado com este estojo”, relata Daniele Thomazelli Rodrigues Martins.

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