Outubro Rosa: quando a cura é sinônimo de recomeço

Por Caroline Sá Ferreira – assessora de comunicação estratégica do Colégio Sagrado Coração de Maria de Brasília

Desvendar as origens do câncer de mama é um dos grandes desafios da medicina. Especialistas estudam os mecanismos que levam à doença que tanto preocupa as mulheres de todo o mundo. Para falar sobre ela, convidamos Cristina Molezini, professora de Educação Física do Colégio Sagrado Coração de Maria de Brasília há 21 anos.

Cristina sempre praticou esportes, se alimentou bem e foi uma pessoa otimista — como não seria lidando com as nossas sagradas crianças da Educação Infantil? Em 2012, ela descobriu que poderia estar doente após os exames anuais ginecológicos.

Depois de uma tomografia, o médico que a atendia indicou uma biópsia para conseguir, via punção aspirativa por agulha fina, dar o diagnóstico final. O resultado apontou um “CA de mama”, termo médico utilizado para descrever o câncer de mama, doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor.

A primeira indicação foi a realização de uma mastectomia unilateral para retirar a mama esquerda, em que estava alojado o tumor maligno. Como o câncer da professora foi descoberto logo no início, em um exame de prevenção, a equipe médica aconselhou que ela não deveria fazer quimioterapia.

Foi então que ela iniciou um tratamento de “hormonoterapia”, que manipula o sistema endócrino, com a medicação “tamoxifeno”, um modulador seletivo do receptor de estrógeno. Cristina toma há medicação há 5 anos, sem previsão de término do tratamento, além de fazer exames periódicos de saúde.

Sobre a doença, ela diz “O ser humano acredita que nunca vai ficar doente, que nunca vai acontecer com ele. No meu caso, não foi diferente. Quando você recebe um diagnóstico de câncer, seu mundo para, um medo toma conta de você”; e completa: “A maneira como eu encarei a doença, o apoio que recebi do meu marido, o carinho que recebi dos pais e das crianças da escola me ajudaram a vencer. O câncer está associado à morte, mas, para mim, a doença significou um novo começo, uma nova vida. Eu parei de me preocupar com bobagens e passei a valorizar as pequenas coisas do dia a dia, os momentos em família”.

A educadora confessa que, apesar do otimismo, lidar com o câncer de mama não foi fácil, mexeu com sua autoestima e sua feminilidade, já que retirar uma mama é algo muito forte para uma mulher. E aconselha: “Estar com os exames em dia, realizar o exame de toque em casa e consultar um médico toda vez que sentir mudanças são atitudes fundamentais para a prevenção”.

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