Outubro Rosa: quando é o homem a desenvolver a doença

por Fernanda Morais – assessora de comunicação estratégica do Colégio Sagrado Coração de Maria de Belo Horizonte

Quando abraçamos uma campanha como esta, assumimos o compromisso de conscientizar toda a nossa Comunidade Educativa sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. E não poderíamos encerrar este mês de forma mais especial.  Erika Melo de Souza, mãe da nossa estudante Ana Paula Melo de Souza Roedel Evangelista, nos honrou com este emocionante depoimento sobre a relevância de campanhas de prevenção e sobre um caso na família: o câncer de mama masculino.

“Parabéns à equipe da Rede Sagrado pela iniciativa de participar da campanha do Outubro Rosa. Gostaria de conversar um pouquinho com vocês a respeito de um problema quase invisível nessa campanha tão importante: o câncer de mama masculino. É aquela doença que muita gente diz: Uai, homem também tem câncer de mama? Pois é, tem sim.

A história de hoje é de um deles, meu pai, o Sr. João Galdino de Souza Filho. Ele foi diagnosticado com um tipo de câncer conhecido como “mamilo invertido”. Quando recebemos a notícia, a mastologista nos informou que se tratava de um câncer antigo. Então passamos a conviver com a cirurgia de mastectomia, quimioterapia, radioterapia e internações. Podemos dizer que tivemos sorte de tê-lo conosco durante 9 anos depois do diagnóstico. Durante esse período, ele teve a melhor sobrevida possível e nunca deixou de fazer tudo o que gostava. Mas nós o perdemos. No próximo sábado, 28/10, completará 7 anos de sua partida.

Fica a saudade e também fica a dúvida em nós, filhas, filhos e netas: será que também temos o mesmo gene que o deixou doente? Será que o cigarro, que foi companheiro do meu pai durante décadas, contribuiu com a doença?

O que sei é que, provavelmente, se naquela época tivéssemos sido alertados por campanhas e soubéssemos que homem também pode ter câncer de mama, talvez ele pudesse ter sido diagnosticado precocemente e, quem sabe, não estaria aqui hoje vendo a Aninha, sua neta e aluna do Sagrado, crescer!”

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