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Burnout na infância

Postado em: 26 de abril de 2022

Foi-se o tempo no qual a saúde mental era uma preocupação apenas da vida adulta. Atualmente, percebe-se crianças e adolescentes estressados e sob a pressão de rotinas intensas, o que pode ocasionar um cansaço mental muito sério.

Em alguns casos, essa situação tem nome: a síndrome de burnout, que atinge mais de 30 milhões de pessoas no Brasil, segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt). Mas, essa condição de esgotamento mental vai além do ambiente de trabalho e pode atingir, ainda, a vida escolar.

Para saber mais sobre o burnout infantil e como ele pode afetar o seu filho, continue a leitura!

O que é o Burnout na infância?

A síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico causado pelo excesso de preocupações, estresse prolongado ou esgotamento mental. Ele pode ocorrer em todas as idades, inclusive entre as crianças. Nos adultos, costuma ser causado pelo excesso de trabalho.

Já o burnout infantil é causado pela dedicação extrema aos estudos, pelas rotinas sobrecarregadas e pelo alto nível de cobrança por parte da família. Trata-se de uma condição caracterizada por exaustão emocional, despersonalização e insatisfação profissional ou acadêmica.

O que ocorre é que muitos pais sobrecarregam as crianças com tarefas diversas, ocupando todas as horas dos filhos, sem intervalos de descanso e muitas cobranças por bons resultados na escola. É claro que o jovem estudante precisa ser estimulado a estudar e a encontrar atividades que despertem talentos e interesses. Entretanto, é necessário tomar cuidado com a sobrecarga, prestando atenção aos sinais e também escutando a opinião da criança sobre a rotina.

Quais são os sintomas da síndrome de Burnout na infância?

Antes mesmo de chegar ao burnout infantil, o organismo já demonstra que há algo errado. Ter atenção aos sinais desde o início é muito importante, pois pode evitar o colapso da saúde mental da criança, facilitando a recuperação. 

Mudanças comportamentais como alteração de humor e agressividade são sintomas frequentes do burnout. Trata-se de uma questão emocional que, também, gera pessimismo, apatia e desânimo.

Distúrbios do sono podem ocorrer, sendo agravados nos casos em que a criança dorme tarde e acorda muito cedo. A tecnologia contribui para alterações no sono na medida em que o pequeno deita-se para dormir mas ainda passa certo tempo no celular, impedindo o descanso mental necessário ao cérebro para adormecer.

A queda no desempenho escolar e a dificuldade de concentração nos estudos também podem sinalizar o esgotamento mental da criança. Um exemplo de burnout seria uma criança que até então era confiante para realizar as provas das escola, mas passa a ficar ansiosa nos dias de avaliação, por exemplo. Além disso, o medo de tirar notas baixas é sinal de que ele não está sentindo-se realizado academicamente.

Por fim, há sintomas físicos, como dor de cabeça, náuseas e problemas gastrointestinais. Em alguns casos, ocorre falta de apetite, enquanto em outros, o excesso.

O que os pais devem fazer?

Ao perceber sintomas de burnout no seu filho, o principal é buscar ajuda profissional. É preciso lembrar que o diagnóstico preciso só pode ser fornecido por profissionais de saúde e que os sintomas do burnout são muito semelhantes aos de outros distúrbios, como a depressão, por exemplo.

Dessa forma, o acompanhamento psicológico é o primeiro passo. Um profissional capacitado pode auxiliar a criança no desenvolvimento emocional, permitindo que ela reconheça emoções e faça a autorregulação delas.

Somando-se a isso, devem ocorrer mudanças na rotina da criança e do adolescente. Veja, aqui, como os pais podem prevenir e tratar o burnout infantil no dia a dia:

  • Manter uma rotina organizada e equilibrada entre estudo e diversão;
  • Garantir pausas para descanso;
  • Estimular a prática de exercícios físicos;
  • Proporcionar um ambiente convidativo ao sono;
  • Usufruir do suporte pedagógico oferecido pela escola;
  • Proporcionar momentos de lazer em família;
  • Dialogar bastante e abertamente.

É importante não subestimar a síndrome de burnout visto ser um problema sério, que pode trazer consequências a longo prazo.

Agora, você está convidado a colocar nossas dicas em prática!E, para ajudar outras famílias, compartilhe esse post e ajude outros pais na prevenção contra o burnout infantil!