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Autorregulação e autoeficácia no processo de aprendizagem

Postado em: 10 de junho de 2021

A aprendizagem é um processo que ocorre durante toda a vida de uma pessoa, e isso ocorre desde a infância.

Nós estamos sempre em processo de aprendizagem, seja na escola, em casa ou no trabalho.

Por isso é muito importante falar sobre este processo e entender as principais características que compõem a aprendizagem de autorregulação e autoeficácia.

A importância da aprendizagem no desenvolvimento humano

A aprendizagem é um processo de aquisição e regulação de comportamentos, obtidos através de experiências moldadas por fatores emocionais, neurológicos, sociais e ambientais.

No âmbito educacional o professor é o mediador do processo de aprendizagem dos alunos.

Dentro do ambiente educacional, existe um cenário em que os sujeitos aprendem novas formas de comunicação e o desenvolvimento de novas habilidades. Além de criar uma participação, mediação e interatividade entre estes, os objetos de conhecimentos e dos pares. Neste cenário há um processo de busca por solução de problemas, desarticulação de incertezas e novas formas de interação.

Processos de aprendizagem

Para falar sobre os processos de aprendizagem, é certo citar Jean Piaget que foi um biólogo, psicólogo e epistemólogo suíço, que estudou profundamente os processos de desenvolvimento cognitivo:

O estágio sensório-motor e o começo da percepção (0 a 2 anos) – É nesta fase que a criança começa a compreender o significado da capacidade sensitiva e de como suas ações modificam o ambiente.

Isto é, ela só considera existente o que está dentro do seu campo de visão.

O estágio pré-operatório e a representação (2 a 7 anos) – É notável que nesta fase a criança cria representações da realidade em que vive, além de desenvolver a fala, consequentemente o aspecto cognitivo.

O estágio operatório-concreto e o pensamento lógico (7 a 12 anos) – Neste período a criança possui a capacidade de manipular mentalmente as representações e as experiências vividas.

E também, ela consegue distinguir o que é certo e errado, no contexto da moral. Além de compreender as regras com mais facilidade.

O estágio operatório-formal e a assimilação de hipótese (12 anos) – Por fim, nesta última fase, do pré-adolescente, é marcado pela capacidade de realizar representações abstratas e com conceitos que não utiliza de forma física.

Outra característica aparente é, entender as experiências vividas por outras pessoas. Ela passa a compreender e enxergar o ponto de vista alheio.

A autorregulação e a autoeficácia

Outro modelo conhecido para aprendizagem efetiva é a autorregulação.

Ele consiste em pensamentos, sentimentos e ações autogerados que são estrategicamente pensados e adaptados, conforme a necessidade para afetar a própria aprendizagem e motivação de uma pessoa. 

O indivíduo possui uma crença sobre a sua capacidade de desempenho em atividades específicas.

A autoeficácia no contexto acadêmico trata-se do fato de que o indivíduo passará a acreditar em sua capacidade de executar atividades relacionadas às habilidades cognitivas para a construção de novos conhecimentos. 

Portanto, é importante validar e inserir estratégias e processos de aprendizagem dentro do âmbito acadêmico, para que o estudante possa se desenvolver e aprender de forma eficiente os conhecimentos ministrados em sala de aula.