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Primeiro contato da criança com a escola

Postado em: 22 de dezembro de 2021

O momento de fazer a primeira matrícula na escola gera preocupação e dúvidas para muitas famílias. No entanto, esse contato inicial não precisa causar ansiedade. O início da vida escolar deve ser motivo de alegria e significa que a criança poderá se desenvolver melhor e ter suas necessidades cognitivas atendidas.

Continue a leitura para entender como a escola contribui no desenvolvimento infantil desde a primeira infância!

Como a escola contribui nas fases do desenvolvimento infantil? 

Jean Piaget foi um psicólogo suíço e estudioso dos processos de aprendizado dos seres humanos. De acordo com ele, o desenvolvimento infantil pode ser dividido em quatro fases. Cada fase pode ser associada à uma faixa etária, embora não ocorra sempre no mesmo período para todas as crianças.

Conheça aqui essas 4 fases e o papel da escola em cada uma delas:

Fase 1 – Sensório-motor

Até completar dois anos de idade, a criança está na fase de desenvolvimento sensório-motor. É quando os sentidos corporais são descobertos e explorados, assim como os movimentos dos membros. Nessa faixa, a criança aprende a andar, descobre cheiros, sabores e texturas. 

Seja na escola ou em casa, o bebê deve receber desafios motores, que geram consciência corporal e coordenação. Ele está aprendendo que seus movimentos geram mudanças em seu entorno. Investir também em músicas e sons é importante, gerando diferentes estímulos e sensações. Na escola, isso é feito de forma lúdica e divertida.

Fase 2 – Pré-operatório

Já a fase pré-operatória vai até os sete anos de idade. É uma fase de desenvolvimento muito intenso para as crianças, quando aprendem a se comunicar melhor, ter ações mais objetivas e a usar a imaginação para visualizar objetos distantes. 

Também é entre os dois e os sete anos de idade que a criança entende as relações interpessoais, aprende a respeitar a autoridade paterna e compreender o mundo. Ou seja, é a fase em que há muita curiosidade (“fase dos porquês”).

Durante a segunda fase, a escola precisa focar em habilidades como empatia e solidariedade. O motivo é que nesse estágio a criança pode apresentar um forte senso de individualidade. Além disso, brincadeiras que estimulam a imaginação e a linguagem potencializam o desenvolvimento cognitivo.

Fase 3 – Operatório concreto

Entre os 8 e os 12 anos de idade, estamos na terceira fase do desenvolvimento infantil, chamada de Operatório Concreto. É quando aperfeiçoamos o raciocínio lógico e o pensamento filosófico. Desafios matemáticos, aulas de idioma estrangeiro e jogos de lógica são as melhores opções para estimular o jovem nessa fase.

Do ponto de vista educacional, a arte também tem um papel relevante nesse período. Ela ajuda a expressar emoções e construir aspectos da identidade.

Fase 4 – Operatório formal

A quarta fase do desenvolvimento infantil já é na adolescência. Ela engloba questões sociais e emocionais, assim como a compreensão do mundo. É um período de muito autoconhecimento e formação de opiniões, em que os pais devem buscar conhecer melhor os filhos.

Na escola, deve-se estimular o pensamento crítico. Na Rede Sagrado, contamos também com o projeto de orientação vocacional, que gera vários benefícios para o aluno nessa fase.

Em todas as idades, a escola é onde a criança aprende a dividir seu espaço e é também onde ela tem maior contato com pessoas de fora da família, percebendo assim a pluralidade do mundo. Mais do que a socialização, a escola é fundamental para o pleno desenvolvimento cognitivo e motor. Afinal, é a partir de situações e experiências que a criança progride intelectualmente e emocionalmente.

Desenvolvimento de habilidades sociais na escola

O colégio é um dos principais e importantes meios em que a criança terá uma vivência social. Esse é o início do processo de socialização, relação e convivência.

É na escola que a criança desenvolverá habilidades fundamentais para sua construção. Tais como: 

– Empatia: capacidade de se colocar no lugar do outro, de forma que veja o ponto de vista do semelhante. Esse é um dos fatores que influenciam a vivência social de forma positiva. 

– Comunicação: comunicar é fundamental para se expressar, mas pode ser um desafio para muitas crianças e adolescentes. Mas, trabalhar a comunicação beneficia também a compreensão das próprias ideias e sentimentos. 

– Trabalho em grupo: as atividades em equipe são boas experiências para a criança entender e desempenhar o seu papel e trabalhar o seu senso de responsabilidade e participação. 

Estimular a criança a ser mais participativa e incentivá-la a desempenhar papéis sociais, são ações imprescindíveis para seu desenvolvimento e formação. Quer conhecer melhor os projetos pedagógicos do CSCM e entender como ele contribui para cada fase do desenvolvimento infantil? Acesse o site!