DESCUBRA COMO A MÚSICA PODE AUXILIAR NO DESENVOLVIMENTO DAS CRIANÇAS

Por Natasha Franco, Assessora de Comunicação do CSCM-RJ

Ouvir música é mais que um momento de lazer. Quando escutamos melodias que apreciamos, a experiência vai além do sentimento de bem-estar e das lembranças que podem surgir.

Segundo o professor de Música do Colégio Sagrado Coração de Maria do Rio de Janeiro, André Cabral, ouvir música auxilia no desenvolvimento acadêmico e da inteligência emocional das crianças.

Sabemos que, quando tomamos uma decisão, levamos em consideração tanto a emoção como a razão, o que justifica a necessidade de investimento no aprimoramento dessa inteligência. Vale lembrar que a palavra “emoção” tem raiz no latim “movere“, o que indica que, em qualquer emoção, há a propensão de um agir imediato. Nesse sentido, André lembra ainda que a música auxilia na expressão de si mesmo e na compreensão do mundo.

Na entrevista a seguir, o professor explica por que essa disciplina é tão importante e ensina como desenvolver nas crianças o apreço e a vontade de conhecer, cada vez mais, sobre o assunto. Confira!

  Como são realizadas as aulas na escola e como pais e mães podem fazer em casa para incentivar as crianças a desenvolver habilidades por meio da música?

Na escola, além da sala com quadro interativo, onde assistimos aos clipes, aprendemos letras e cantamos juntos, temos um espaço criado especialmente para as aulas de Música. Mas, antes, esse local era uma sala de aula normal. Nós transformamos o ambiente com a aplicação de símbolos de notas musicais, que fazem alusão à música, enfeitam o lugar e reforçam o conteúdo da disciplina. Esses elementos contribuem para que eles se ambientem e lembrem-se de forma mais assertiva do que estão estudando durante nossos encontros. Há também o mural, onde colocamos frases de músicas escritas e escolhidas pelos próprios alunos.

Trata-se de um local bem interessante porque proporciona um envolvimento maior entre as crianças e a aula. Dessa forma, elas se expressam e compartilham com os amigos de classe sua cultura e seu gosto musical.

 

Isso favorece a socialização e torna os alunos mais acessíveis à aula. Penso que, em casa, os responsáveis podem criar um espaço mais aconchegante e convidativo para seus filhos explorarem com ainda mais gosto o universo musical.

Quais diferenças foram percebidas com a criação dessa sala especial?

Uma das mudanças que percebi foi em relação à postura deles. Na sala de aula tradicional, eles se mostravam menos sensíveis à arte.

A sala de Música contribuiu pra que eles se sintam mais motivados. Inclusive, nesse espaço ambientado, eles têm a oportunidade de manisfestar seus dotes musicais de forma mais livre. Se desejarem, podem utilizar o tapete para assistir às aulas. Não são obrigados a ficar sentados somente nas cadeiras. No centro da sala, tem um espaço que chamamos de “nosso palco”. Toda vez que um deles é conclamado a fazer um exercício individual, é convidado a se dirigir a esse lugar. Eles se sentem mais à vontade para se apresentar perante os demais alunos da turma, uma prática que trabalha ainda os sentimentos de autoconfiança e segurança.

Como a música pode influenciar nos resultados acadêmicos das crianças e jovens?

A música contribui para a concentração, memória, criação de vínculos e para o desenvolvimento do raciocínio lógico, tão importante para a Matemática e outras áreas acadêmicas.

Quais dicas de músicas você daria para mães e pais apreciarem com seus filhos?

Depende da cultura e do gosto musical da família e da criança. Trata-se de uma questão de afinidade e descoberta do estilo musical mais adequado a cada situação. A música brasileira é extremamente rica e recebeu, ainda, influências de várias vertentes musicais estrangeiras.

Acredito que o importante é a criança ter contato com os diversos estilos, o que, certamente, somará bastante para a vivência musical dela e a tornará uma pessoa mais sensível e respeitosa às diversidades.

Quais artistas você considera imprescindíveis para a formação musical das crianças?

No CSCM-RJ, desenvolvemos um projeto chamado “Toca Lá Em Casa”, em que o aluno leva para casa um material bibliográfico e fonográfico de algum compositor ou músico específico. Sempre escolhemos um compositor que avaliamos como significativo no contexto musical e instigamos que o aluno e a família o descubram ou aprofundem seus conhecimentos sobre ele. De forma geral, na música de concerto, sugiro compositores como Bach, Beethoven, Brahms e Dvorak; na Música Popular Brasileira, Cartola, Noel Rosa, Tom Jobim, Luiz Gonzaga e Milton Nascimento.

Confira 10 dicas de música do professor André Cabral para ouvir em casa com seu filho:

1- Prelúdios e Fugas (Bach)

2- Sinfonia nº 1 (Beethoven)

3- Réquiem (Brahms)

4- Sinfonia nº 9 (Dvorak)

5- O Sol Nascerá (Cartola)

6- Feitiço da Vila (Noel Rosa)

7- Dindi (Tom Jobim)

8- Asa Branca (Luiz Gonzaga)

9- Maria, Maria (Milton Nascimento)

10- Arrastão (Vinícius de Moraes e Edu Lobo)

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ORIENTAÇÃO X INTERNET: SAIBA COMO SEU FILHO OU ALUNO DEVE USAR O MEIO VIRTUAL

Por Caroline Sá Ferreira, Assessora de Comunicação do CSCM-Brasília, e Alexandra Viegas, Coordenadora Educacional da Educação Infantil da unidade.

O uso da internet é um tema que sempre gera discussão sobre qual é a maneira correta de utilizá-la e o mesmo ocorre em relação às diversas novas tecnologias do mundo moderno. Hoje em dia, as crianças já nascem inseridas no mundo de telas, touchs e dispositivos eletrônicos. Porém, isso já não é nenhuma novidade! A notícia da vez é que a Sociedade Brasileira de Pediatria lançou a cartilha “Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital”, com 50 orientações para instruir o uso adequado da tecnologia para pais, crianças, adolescentes e pediatras.

O projeto foi criado após a divulgação da pesquisa TIC Kids Online Brasil, realizada pelo Comitê Gestor de Internet (CGI) e o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação (Cetic.br). Conforme o levantamento, 50% das crianças e dos adolescentes de 9 a 17 anos de idade são usuários da internet. E um dado bastante curioso é que, nos últimos 12 meses, 8,8 milhões desse público presente na web presenciaram alguém sendo discriminado no ambiente virtual.

Diante desse cenário, as perguntas que ficam para você educador e/ ou pais são:

O uso excessivo de tecnologia influencia pejorativamente no comportamento e no hábito do usuário desde a infância?

O uso exacerbado da internet pode causar danos à saúde?

As respostas, segundo especialistas, são afirmativas. Afinal, o uso precoce das tecnologias e a quantidade de tempo que a criança passa em frente ao computador, acessando mídias sociais e jogos virtuais ou até mesmo assistindo a vídeos e filmes na internet, podem desencadear vários sérios problemas. Sendo os principais relacionados à socialização e conexão da criança ou adolescente com colegas da escola, com a comunidade educativa e com os familiares. Por isso, a importância do acompanhamento dos pais e responsáveis no que diz respeito à fiscalização do uso que o menor faz do ambiente virtual.

Além disso, esse cuidado pode evitar situações de cyberbullying e pedofilia. Entretanto, voltando à pesquisa TIC Kids Online Brasil, essa ainda não parece ser a prioridade dos adultos. Dos pais entrevistados, 11% desconhecem as atividades dos filhos na internet e 41% alegam saber de algumas atividades realizadas pelos filhos no ambiente virtual.

Mas, se você quer fazer diferente, confira, agora, uma seleção feita por profissionais do Colégio Sagrado Coração de Maria – Brasília sobre as valiosas recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria, separadas por destinação:

 PARA PAIS

1) Verifique a classificação indicativa para games, filmes, vídeos e conteúdos recomendados de acordo com a idade e compreensão de seus filhos;

2) Estabeleça regras e limites bem claros sobre o tempo de duração em jogos por dia ou no final de semana e sobre a entrada e a permanência em salas de bate-papo, redes sociais ou durante jogos de videogames online;

3) Discuta francamente qualquer mensagem ofensiva, discriminatória, esquisita, ameaçadora ou amedrontadora, desagradável, obscena, humilhante, confusa, inapropriada ou que contenha imagens ou palavras pornográficas ou violentas;

4) Recomende aos seus filhos que nunca forneçam a senha virtual a quem quer que seja, nem aceitem brindes, prêmios ou presentes oferecidos pela Internet, assim como também jamais cedam a qualquer tipo de chantagem, ameaça ou pressão de colegas ou de qualquer pessoa online;

5) Lembre-se sempre que você, como adulto, e, com a convivência diária, torna-se um modelo de referência para seus filhos. Portanto, dar o primeiro exemplo: limite o seu tempo de trabalho no computador, quando em casa. Desconecte e esteja presencialmente com seus filhos.

PARA EDUCADORES E ESCOLAS

1) Informe de modo adequado e detalhado os educadores e professores sobre o uso ético, saudável e com segurança das tecnologias e aplicativos durante o tempo de convívio com crianças e adolescentes nas escolas e cursos;

2) Realize atividades com os alunos e palestras de prevenção e proteção de todos, estabelecendo regras e limites no contato diário entre professores-alunos, alunos-alunos, evitando mensagens e encontros com desconhecidos com o uso das tecnologias;

3) Temas como sexualidade e exploração sexual online, comportamentos de violência, cyberbullying, uso de drogas, “brincadeiras e desafios perigosos” devem fazer parte do currículo escolar e da programação da escola em atividades ou palestras de promoção de saúde e prevenção de riscos;

4) Fique atento aos sinais de riscos pessoais, sociais ou digitais que seu aluno possa apresentar;

5) Estabeleça redes intersetoriais com os pais e com as referências profissionais de especialistas para a proteção de sua escola e deixe sempre em local visível como denunciar casos de violência, sexting ou cyberbullying ou qualquer outro problema, no disque-denúncia tel.: 100 ou acessando a rede SAFERNET .

 PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

1) Nas telas do mundo digital, tudo é produzido como fantasia e imaginação para distrair ou afastar do mundo real – portanto, não se deixe enganar no mundo virtual;

2) A senha é só sua, não compartilhe sua senha com ninguém, ninguém mesmo! Única exceção apenas para seus pais, que são responsáveis por você até completar os 18 anos, legalmente;

3)Preste atenção para não adicionar qualquer pessoa desconhecida e jamais marque encontros com pessoas estranhas ou conhecidas apenas da Internet e que enviam mensagens solicitando encontros com você;

4) Cuidado ao utilizar a webcam, evite a exposição se você estiver sem roupas ou mesmo no seu quarto ou sozinho em qualquer lugar;

5) Seja quem você é mesmo, sem criar avatares, heróis ou inimigos que nem existem, ou só existem na sua imaginação. Pode ser engraçado, mas nem sempre é brincadeira! Você pode se machucar à toa, fique sempre alerta aos desafios ou confrontos que podem terminar em problemas sérios, colocando sua vida em risco;

6) Seja respeitoso online e trate os outros como gostaria de ser tratado, afinal, você merece respeito de todos também. Evite repassar mensagens que possam humilhar, ofender, zombar ou prejudicar a pessoa que recebe este seu recado;

7) Para crescer, o seu corpo precisa de horas de sono e alimentação balanceada e saudável. Se você estiver se sentindo cansado, sonolento, com fome ou sem apetite, ou com dor de cabeça, nas costas, nos olhos ou nos ouvidos, desligue o seu celular ou seu computador, converse com seus pais ou consulte seu médico pediatra.

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8 DICAS PARA ORGANIZAR SEUS ESTUDOS E GABARITAR O ANO LETIVO

Por Gláucia Lourenço e Renata Ribeiro, Coordenadoras Educacionais do CSCM-BH, e edição de Isabella Loureiro, Assessora de Comunicação da unidade.

Ensinar aos jovens a melhor maneira de aprender a estudar e a lidar com sua aprendizagem é um grande desafio da sociedade contemporânea. Afinal, vivemos em um tempo no qual as informações chegam até eles de maneira rápida e, muitas das vezes, inequívocas, sem que possam refletir sobre o que é essencial para se aprender.

Pesquisas importantes na área da educação apontam para o estudo da Metacognição como um conceito importante da aprendizagem significativa, uma vez que contribui para a reflexão do próprio aluno sobre a melhor maneira de aprender. Essa reflexão, baseada na Autoeficácia do indivíduo, ou seja, sua motivação para a aprendizagem, pode ser ensinada e também pode ocorrer por Modelagem . Ela é uma das maneiras encontradas para orientarmos os estudantes a darem um maior significado ao que aprendem e, aos poucos, serem protagonistas de sua aprendizagem.

Confira, abaixo, algumas dicas de estudo que foram sugeridas pelas Coordenadoras Educacionais Gláucia Lourenço e Renata Ribeiro, como umas das estratégias metacognitivas do trabalho de autorregulação oferecido pelo Colégio Sagrado Coração de Maria-Belo Horizonte aos seus estudantes:

1- Descubra qual é o seu melhor jeito de aprender!

Utilize diferentes estratégias (mapas conceituais, esquema, resumo etc) para resolver as atividades. Tente perceber com qual estratégia você consegue assimilar melhor o conhecimento!

2- Organize-se!

Uma pesquisa feita pela The Stop Procrastinating, com mais de 3.000 estudantes, afirmou que 73% deles melhoraram suas notas depois que passaram a organizar seus materiais e seus horários. Faça um cronograma! Isso o ajudará a manter a rotina de estudos e também a desenvolver o hábito de estudar!

3- Livre-se das distrações!

Fazer muitas coisas ao mesmo tempo divide a sua atenção entre elas. Então, na hora de estudar, não caia na tentação de checar as redes sociais. Estabeleça metas de estudo diárias. As metas te ajudarão a cumprir seus objetivos!

4- Não deixe para estudar na última hora!

Se você deixar para estudar pouco tempo antes das provas, você pode acabar tendo um acúmulo de assuntos. E isso pode ser muita informação para poucos dias. Além dos materiais, é importante ter o conteúdo organizado para evitar perder tempo decidindo o que vai estudar!

5- Revise o conteúdo!

Reserve um período do seu dia para reler os conteúdos que foram trabalhados em sala, relacione informações, pesquise, monte um horário de estudo diário. Mãos à obra. Seja protagonista de sua aprendizagem!

6- Alimente-se bem!

Uma alimentação adequada, rica em antioxidantes, pode ajudar o seu cérebro a se manter mais concentrado e até a diminuir o envelhecimento cerebral. Cuide-se!

7- Faça pausas nos estudos!

Reserve um tempinho do seu dia só para as suas atividades de lazer, como mídias sociais, filmes ou mesmo para tirar um cochilo. Estar relaxado também faz bem para cuca!

8- Beba muito líquido!

Estudos indicam que apenas 1% de desidratação pode reduzir em 10% a sua cognição. Leve uma garrafinha de água sempre com você e hidrate-se!

Seguindo essas dicas das educadoras do CSCM-BH, você, estudante, irá conseguir fazer tudo o que gosta e estará preparado para arrasar durante o ano letivo. A aprendizagem só acontece se você estiver disposto a aprender! Então, fique ligado! Nunca é tarde para começar. 😉

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