Outubro Rosa: já agendou sua mamografia?

Por Marcelo Prudente – assessor de comunicação estratégica do Colégio Sagrado Coração de Maria de Ubá

Cuidar de si mesma é tão importante quanto cuidar do trabalho, dos filhos, da família. O Outubro Rosa alerta as mulheres para a importância da prevenção do câncer de mama por meio dos exames preventivos. Foi isso que Dulcinéia Diniz, recepcionista do CSCM-Ubá, fez. Sempre atenta à própria saúde e aos seus exames periódicos, recentemente realizou uma mamografia na qual foram detectadas microcalcificações na mama.

Após a descoberta das calcificações, Dulci, como é chamada no colégio, fez uma cirurgia para que os cristais de cálcio fossem retirados e submetidos a uma biópsia. Felizmente, os exames constataram que não eram malignos. “Apesar de merecer atenção, o processo de retirada foi simples. Claro que sempre existe aquela apreensão quanto ao resultado da biópsia, mas os médicos me tranquilizaram”, disse.

Casos como o de Dulci nos mostram quanto vale a pena fazer os exames de mamografia seguindo o cronograma recomendado de acordo com a faixa etária. Afinal, são grandes as chances de cura com o diagnóstico precoce.

Outubro Rosa: quando a cura é sinônimo de recomeço

Por Caroline Sá Ferreira – assessora de comunicação estratégica do Colégio Sagrado Coração de Maria de Brasília

Desvendar as origens do câncer de mama é um dos grandes desafios da medicina. Especialistas estudam os mecanismos que levam à doença que tanto preocupa as mulheres de todo o mundo. Para falar sobre ela, convidamos Cristina Molezini, professora de Educação Física do Colégio Sagrado Coração de Maria de Brasília há 21 anos.

Cristina sempre praticou esportes, se alimentou bem e foi uma pessoa otimista — como não seria lidando com as nossas sagradas crianças da Educação Infantil? Em 2012, ela descobriu que poderia estar doente após os exames anuais ginecológicos.

Depois de uma tomografia, o médico que a atendia indicou uma biópsia para conseguir, via punção aspirativa por agulha fina, dar o diagnóstico final. O resultado apontou um “CA de mama”, termo médico utilizado para descrever o câncer de mama, doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor.

A primeira indicação foi a realização de uma mastectomia unilateral para retirar a mama esquerda, em que estava alojado o tumor maligno. Como o câncer da professora foi descoberto logo no início, em um exame de prevenção, a equipe médica aconselhou que ela não deveria fazer quimioterapia.

Foi então que ela iniciou um tratamento de “hormonoterapia”, que manipula o sistema endócrino, com a medicação “tamoxifeno”, um modulador seletivo do receptor de estrógeno. Cristina toma há medicação há 5 anos, sem previsão de término do tratamento, além de fazer exames periódicos de saúde.

Sobre a doença, ela diz “O ser humano acredita que nunca vai ficar doente, que nunca vai acontecer com ele. No meu caso, não foi diferente. Quando você recebe um diagnóstico de câncer, seu mundo para, um medo toma conta de você”; e completa: “A maneira como eu encarei a doença, o apoio que recebi do meu marido, o carinho que recebi dos pais e das crianças da escola me ajudaram a vencer. O câncer está associado à morte, mas, para mim, a doença significou um novo começo, uma nova vida. Eu parei de me preocupar com bobagens e passei a valorizar as pequenas coisas do dia a dia, os momentos em família”.

A educadora confessa que, apesar do otimismo, lidar com o câncer de mama não foi fácil, mexeu com sua autoestima e sua feminilidade, já que retirar uma mama é algo muito forte para uma mulher. E aconselha: “Estar com os exames em dia, realizar o exame de toque em casa e consultar um médico toda vez que sentir mudanças são atitudes fundamentais para a prevenção”.

Outubro Rosa: Sagrado é vestir essa camisa!

por Fernanda Morais – assessora de comunicação estratégica do Colégio Sagrado Coração de Maria de Belo Horizonte

Outubro Rosa é um movimento internacional que nasceu nos Estados Unidos, na década de 1990, com o objetivo principal de alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

A data é celebrada anualmente, sempre no mês de outubro, quando cidadãos e instituições, de forma geral, abraçam a causa e se comprometem em compartilhar informações sobre a doença e proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento, contribuindo para a redução da mortalidade.

Na Rede Sagrado – CSCM, assumimos o compromisso e apoiamos intensamente a causa, por meio de campanhas de conscientização e uma série de atividades junto à nossa Comunidade Escolar. Além disso, valorizamos a história das nossas Sagradas colaboradoras, que vivem ou viveram esse momento. Conheça um pouco mais da história de Maria do Carmo de Souza Lima, professora do Colégio Sagrado Coração de Maria de Belo Horizonte há 15 anos, e que em 2010 iniciou uma trajetória de muita luta.

Rede Sagrado: Quando você percebeu que poderia haver algo de errado com a sua saúde e o que exatamente você teve?

Maria do Carmo: Um dia, fazendo o autoexame das mamas, eu percebi algo diferente… Um nódulo. Foi em 2010 e então, quando procurei um médico, fui diagnosticada pela primeira vez com Câncer de Mama. Em 2014, tive uma recidiva, que é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura.

RS: Quais foram os principais exames que você realizou para confirmar o diagnóstico?

MC: Na verdade, o exame que sinalizou que havia alguma coisa errada no meu corpo foi o autoexame feito por mim, mas em seguida foram muitos outros exames. Os primeiros foram a mamografia e ultrassom das mamas.

RS: O seu caso reflete a importância dos exames preventivos, e, entre eles, o autoexame. Na sua opinião, qual é a importância da realização destes exames periodicamente?

MC:  Por tudo que vivenciei, hoje vejo que os exames preventivos são fundamentais para detectar o câncer no estágio inicial e aumentar as chances de cura. Mas também aprendi que é essencial que a mulher conheça o seu próprio corpo e que fique atenta a qualquer sinal que possa surgir.

RS: Sabemos que esse não é um momento fácil. Mas você poderia nos falar um pouco sobre como está sendo o seu processo de tratamento?

MC: Atualmente, posso dizer que estou curada do câncer, com um tratamento realizado desde a mastectomia, a quimioterapia e várias etapas de reconstrução. Continuo sendo acompanhada por uma equipe de médicos e ainda tomo medicamentos. É um tratamento difícil sim, mas passei por todo o processo com esperança de que com FÉ tudo daria certo.

RS: O que mais te marcou nesse período?

MC: O que mais me marcou durante todo o processo de tratamento foi perceber que em todo o caminho que percorri, DEUS estava sempre ao meu lado. E naqueles momentos mais difíceis, ELE sempre me enviava um anjo com uma mensagem de esperança e fé.

RS: Gostaríamos de agradecer por compartilhar sua história, foi um momento de muito aprendizado. E, para finalizar, que mensagem você deixaria para todos que estão lendo essa entrevista?

MC: Conheçam o seu próprio corpo e realizem sempre todos os exames preventivos, pois detectar a doença no estágio inicial faz toda a diferença e aumenta, em muito, as chances de cura. E para aquelas que precisarem passar pelo tratamento, enfrente-o sempre de cabeça erguida.